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Cão Orelha: mãe de adolescente investigado pelo crime nega ocultação de provas

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Publico que avalia pedir novas diligências
09/02/2026 - 12:31 - Atualizada em: 09/02/2026 - 12:31
Orelha também era conhecido como Preto (Foto: Redes sociais, Reprodução)

A mãe do adolescente investigado como responsável pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, negou ter ocultado provas durante a investigação. O episódio em questão teria acontecido no aeroporto, quando o adolescente voltava de uma viagem aos Estado unidos, cerca de 25 dias depois da agressão.

Conforme a polícia, o adolescente teria espancando o animal durante a madrugada do dia 04 de janeiro. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Publico que avalia pedir novas diligências.

A suspeita de ocultação da mãe surgiu após a chegada do adolescente de uma viagem internacional no aeroporto da cidade. De acordo com os investigadores, familiares teriam tentando esconder um boné e um moletom que o jovem usava no dia do crime. Imagens de uma câmera de segurança mostram o jovem com a mesma roupa caminhando pela praia acompanhado de uma adolescente durante a madrugada do dia 04.

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, a mãe contestou essa versão:

— Em momento algum eu me neguei ou escondi, até porque eu levei o boné e ele estava com o moletom na viagem. Não tinha o que esconder e também não sabíamos que tipo de prova eles estavam procurando — afirmou.

A Justiça determinou a entrega do passaporte do menor.

Relembre o caso do cão Orelha

O caso do cão comunitário Orelha pode mudar de direção a partir do pedido de exumação do corpo que pode ser solicitado pelo Ministério Público ao longo dos próximos passos da investigação. Segundo o veterinário, a causa da morte do cão Orelha foi um golpe na cabeça com instrumento contundente.

A perícia do corpo do Orelha não foi solicitada pelos agentes.

— Não houve necessidade em termos de interesse investigativo. Mas eu não descarto essa possibilidade, porque também depende da análise de outros órgãos, a exemplo do Ministério Público, do Judiciário, que agora vão analisar os materiais colhidos pela Polícia Civil — explica a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital.

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