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Caso Orelha: 05 perguntas e respostas que levaram polícia a pedir internação de adolescente

Investigadores pediram a internação de um adolescente
04/02/2026 - 09:04 - Atualizada em: 04/02/2026 - 09:04
Orelha vivia há dez anos na região (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

A investigação da morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, no início do mês de janeiro, foi divulgado nesta terça-feira (3). Uma série de elementos levaram a conclusão da investigação e ao pedido de internação provisória do adolescente suspeito de agredir o cão.

O jovem deve responder por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. De acordo com o apontado pela Polícia Civil, a identificação do adolescente SÓ foi possível após a análise de imagens de câmeras de segurança da região com mais de mil horas de gravações.

Qual seria a cronologia do crime

O ataque ao Cão Orelha aconteceu no dia 4 de janeiro, por volta das 5h30min. Os laudos da Polícia Científica apontam que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, eles estimam que objeto causador teria sido um chute ou um pedaço de madeira.

Segundo a investigação da polícia, o adolescente saiu do condomínio onde estava na Praia Brava às 5h25min e retornou às 5h58min acompanhado. Imagens de uma câmera de segurança e testemunhas apontaram o fato. Em depoimento, ele disse não ter saído do condomínio.

Na ocasião, o adolescente vestia um moletom e um boné rosa, peças-chave para a conclusão da investigação. Destaca-se que não existe um vídeo do momento exato da agressão ao cão Orelha.

Qual a relação do adolescente com uma viagem aos EUA

As investigações aconteceram enquanto o adolescente já estava em uma viagem nos Estados Unidos, ele ficou fora do país até 29 de janeiro. No entanto, ao desembarcar no aeroporto, ele foi interceptado e contradições levantaram suspeitas da polícia.

Os agentes perceberam que um familiar tentava esconder um boné rosa e um moletom em uma bolsa, a mesma roupa que o jovem teria usado no crime. O mesmo familiar teria declarado que o moletom havia sido comprado durante a viagem.

A polícia apreendeu o material e comparou as imagens obtidas. Durante o depoimento, o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça quando viajou.

Quais as peças chaves que levaram a Polícia até o adolescente

  1. Testemunhas;
  2. Imagens confirmando a localização das testemunhas;
  3. Geolocalização do telefone do autor por meio de um software francês;
  4. Câmeras comprovando que o autor estava no local;
  5. Contradição no depoimento do adolescente sobre sua localização;
  6. Confirmação da portaria eletrônica do prédio do horário e saída do adolescente;
  7. O boné rosa utilizado no dia do crime em posse do adolescente;
  8. O moletom utilizado no dia do crime em posse do adolescente;
  9. Tentativa de coação por parte de familiares do autor contra testemunhas;
  10. Software israelense que recupera dados apagados nos celulares dos investigados.

O que diz a defesa do adolescente

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do adolescente, ressaltaram que “a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes”.

Confira a nota na íntegra

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.

Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes”.

Confira fotos do Cão Orelha

O que os depoimentos apontaram

Contradições no depoimento também teriam levado a suspeita. O adolescente teria declarado em para a polícia que ficou na piscina do condomínio durante o horário do ataque.

De acordo com o delegado Renan Balbino, essa seria apontada como a principal contradição, já que as imagens mostram o jovem saindo e voltando ao local.

Qual a relação do caso Orelha com o caso Caramelo

Outro caso em paralelo segue sendo investigado pela Polícia Civil, o suposto afogamento do cão Caramelo, que também morava na mesma praia. Ele teria sido agredido, mas sobreviveu.

De acordo com a polícia, um vídeo comprovaria que os jovens levaram o animal para o mar, a investigação deixa claro que esses adolescentes são diferentes do caso do cão Orelha. o caso segue em andamento.

CBN Floripa e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”. Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome”.

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