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Cão Orelha é homenageado com desenho gigante em praia de Florianópolis

O trabalho foi realizado pelo artista visual Clayton Balduino na quarta-feira (28) e viralizou nas redes sociais.
30/01/2026 - 09:09 - Atualizada em: 30/01/2026 - 09:09
Orelha morreu no início de janeiro (Foto: Redes sociais, Reprodução)

O cachorro comunitário Orelha foi homenageado na Praia da Galheta, em Florianópolis, com uma arte de cerca de 40 metros. O trabalho foi realizado pelo artista visual Clayton Balduino na quarta-feira (28) e viralizou nas redes sociais.

O caso de maus-tratos do cão, também conhecido como Preto, ganhou repercussão nacional. Ele vivia na Praia Brava há cerca de 11 anos e era cuidado pela comunidade local. No entanto, teria sido brutalmente agredido em 05 de janeiro. Devido a gravidade das agressões, ele precisou passar por uma eutanásia no dia 06 de janeiro.

Ao g1, Clayton explicou que trabalha há 13 anos com land art, geralmente na Praia da Galheta e também na Praia do Santinho. A arte do Orelha levou duas horas e meia para ficar pronta.

— Fui eu mesmo que fiz a arte e também a captação das imagens. Tudo ali tem a ver com as minhas ideias. Fico muito feliz com a repercussão positiva e por estar contribuindo com essa causa, que acabou se tornando algo global, diante de um fato tão triste — disse Clayton.

Como foi a homenagem ao Cão Orelha

Na legenda de uma publicação nas redes sociais Clayton destacou a importância do cachorro “Orelha fazia parte da paisagem viva: dos passos lentos, dos olhares gentis, da convivência silenciosa entre humanos e natureza. Sua partida, marcada pela violência, nos convoca a refletir sobre o cuidado, o respeito e a responsabilidade que temos com todas as formas de vida”.

Relembre o caso do Cão Orelha

Inicialmente, moradores da região relataram que os suspeitos pelo crime de maus-tratos seriam quatro adolescentes. Uma moradora chegou a postar nas redes sociais afirmando que o ato teria sido filmado por um vigia, que posteriormente foi ameaçado. A filmagem foi desmentida, mas suspeitos de coaçãoseguem sendo investigados.

A informação da suspeita sobre quatro adolescentes foi reiterada pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, da Polícia Civil. O caso segue em investigação.

Identidades não serão divulgadas em veículos da NSC

CBN Floripa e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”. Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome”.

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