Caso Orelha: polícia pede apreensão de passaporte de suspeito
A Polícia Civil de Santa Catarina decidiu pedir à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito das agressões contra o cão comunitário Orelha. O pedido aconteceu nessa sexta-feira (6) e busca evitar que o adolescente volte a sair do país. Ele viajou para os Estados Unidos enquanto o inquérito era realizado.
Segundo a Polícia Civil e os laudos da Polícia Científica, o cachorro teria sofrido uma forte pancada na cabeça e morrido em 5 de janeiro. Ele foi encontrado ferido na Praia Brava, norte de Florianópolis. O inquérito policial indicou o adolescente como autor das agressões e pediu a internação do adolescente.
MPSC solicita novos esclarecimentos sobre o caso
Ainda na sexta-feira (6), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) declarou que irá solicitar novas diligências e esclarecimentos sobre os inquéritos tanto sobre o crime de maus-tratos ao cachorro Orelha quanto sobre o maus tratos ao cachorro Caramelo e os crimes de coação cometidos por parentes de adolescentes supostamente envolvidos nos casos.
À NSC TV, o advogado Alexandre Kale, representante legal do adolescente, declarou que há “fragilidade dos indícios”.
Quais as peças chaves que levaram a polícia até o adolescente
- Testemunhas viram o adolescente na praia Brava;
- Imagens confirmando a localização das testemunhas;
- Geolocalização do telefone do autor por meio de um software francês;
- Câmeras comprovando que o autor estava no local;
- Contradição no depoimento do adolescente sobre sua localização;
- Confirmação da portaria eletrônica do prédio do horário e saída do adolescente;
- O boné rosa utilizado no dia do crime em posse do adolescente;
- O moletom utilizado no dia do crime em posse do adolescente;
- Tentativa de coação por parte de familiares do autor contra testemunhas;
- Software israelense que recupera dados apagados nos celulares dos investigados.
Qual a cronologia do caso “Cão Orelha”
Orelha foi encontrado gravemente ferido na quinta-feira (15) na praia Brava, em Florianópolis. A principal linha de investigação apontava inicialmente que quatro adolescentes teriam agredido o vira-lata, três suspeitos foram descartados e um garoto teria sido apontado como culpado.









Orelha foi encontrado gravemente ferido na quinta-feira (15) na praia Brava, em Florianópolis. A principal linha de investigação apontava inicialmente que quatro adolescentes teriam agredido o vira-lata, três suspeitos foram descartados e um adolescente foi apontado como autor do crime.
A CBN Floripa e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”. Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome”