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Caso Orelha: polícia pede apreensão de passaporte de suspeito

O pedido aconteceu nessa sexta-feira (6) e busca evitar que o adolescente volte a sair do país
07/02/2026 - 11:50 - Atualizada em: 09/02/2026 - 09:46
Orelha vivia há dez anos na região (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

A Polícia Civil de Santa Catarina decidiu pedir à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito das agressões contra o cão comunitário Orelha. O pedido aconteceu nessa sexta-feira (6) e busca evitar que o adolescente volte a sair do país. Ele viajou para os Estados Unidos enquanto o inquérito era realizado.

Segundo a Polícia Civil e os laudos da Polícia Científica, o cachorro teria sofrido uma forte pancada na cabeça e morrido em 5 de janeiro. Ele foi encontrado ferido na Praia Brava, norte de Florianópolis. O inquérito policial indicou o adolescente como autor das agressões e pediu a internação do adolescente.

MPSC solicita novos esclarecimentos sobre o caso

Ainda na sexta-feira (6), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) declarou que irá solicitar novas diligências e esclarecimentos sobre os inquéritos tanto sobre o crime de maus-tratos ao cachorro Orelha quanto sobre o maus tratos ao cachorro Caramelo e os crimes de coação cometidos por parentes de adolescentes supostamente envolvidos nos casos.

À NSC TV, o advogado Alexandre Kale, representante legal do adolescente, declarou que há “fragilidade dos indícios”.

Quais as peças chaves que levaram a polícia até o adolescente

  1. Testemunhas viram o adolescente na praia Brava;
  2. Imagens confirmando a localização das testemunhas;
  3. Geolocalização do telefone do autor por meio de um software francês;
  4. Câmeras comprovando que o autor estava no local;
  5. Contradição no depoimento do adolescente sobre sua localização;
  6. Confirmação da portaria eletrônica do prédio do horário e saída do adolescente;
  7. O boné rosa utilizado no dia do crime em posse do adolescente;
  8. O moletom utilizado no dia do crime em posse do adolescente;
  9. Tentativa de coação por parte de familiares do autor contra testemunhas;
  10. Software israelense que recupera dados apagados nos celulares dos investigados.

Qual a cronologia do caso “Cão Orelha”

Orelha foi encontrado gravemente ferido na quinta-feira (15) na praia Brava, em Florianópolis. A principal linha de investigação apontava inicialmente que quatro adolescentes teriam agredido o vira-lata, três suspeitos foram descartados e um garoto teria sido apontado como culpado.

Orelha foi encontrado gravemente ferido na quinta-feira (15) na praia Brava, em Florianópolis. A principal linha de investigação apontava inicialmente que quatro adolescentes teriam agredido o vira-lata, três suspeitos foram descartados e um adolescente foi apontado como autor do crime.

CBN Floripa e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”. Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome”

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