“Vida em risco”: O que diz defesa de Bolsonaro após prisão preventiva
A defesa de Jair Bolsonaro se manifestou após a prisão preventiva do ex-presidente, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã deste sábado (22). Para os defensores, a determinação “pode colocar sua vida em risco”.
“A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada na manhã de hoje, causa profunda perplexidade, principalmente porque, conforme demonstra a cronologia dos fatos, está calcada em uma vigília de orações”, diz a nota da defesa.
Os advogados afirmam ainda que Bolsonaro estava em casa, usando tornozeleira eletrônica e sob monitoramento policial, o que afastaria o risco de fuga apontado por Moraes.
A defesa disse ainda que o estado de saúde de Bolsonaro é “delicado” e que a prisão “pode colocar sua vida em risco”.
“A defesa vai apresentar o recurso cabível”, conclui a nota.
Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23), às 12h, por videoconferência, na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.
Prisão preventiva de Bolsonaro
A prisão preventiva do político foi uma medida para garantir a ordem pública, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso, que não tem relação com a condenação pela tentativa de golpe de Estado, ganhou o desfecho após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília na porta do condomínio onde o ex-presidente mora.
O ex-presidente foi detido por volta das 6h e, segundo informações, reagiu com tranquilidade ao cumprimento do mandado. Michelle Bolsonaro não estava em casa no momento da abordagem.
A ordem do STF foi motivada pelo entendimento de que a vigília traria risco e “indica a possível tentativa de utilização de apoiadores” de Bolsonaro para “obstruir a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar” da qual o ex-presidente era alvo.
Na decisão de Moraes, o ministro escreve que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde do ex-presidente, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.
*Com informações do g1.