De banheiro reservado a televisão: Como é a cela onde Bolsonaro ficará preso
O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso preventivamente na manhã deste sábado (22), ficará em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal (PF). O espaço é uma sala adaptada composta por banheiro reservado, cama, mesa de trabalho, cadeira e televisão.
Segundo apuração da CNN, o ambiente destinado a Bolsonaro é semelhante ao que abrigou Luiz Inácio Lula da Silva entre 2018 e 2019, em Curitiba.
A estrutura estava pronta desde maio, embora integrantes da Polícia Federal afirmem que a construção do ambiente não tem relação específica com Bolsonaro e poderia ser usada por qualquer autoridade presa.
O local foi escolhido após a cúpula da PF e a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal consultarem a Superintendência sobre locais adequados para custodiar o ex-presidente.
A sala segue o padrão aplicado a autoridades com direito a recolhimento especial, sem contato com outros detentos.
🇧🇷 Cela onde está preso o ex-presidente Jair Bolsonaro mede 12 m² e tem uma cama de solteiro, frigobar, tv, ar condicionado e banheiro privativo. pic.twitter.com/c6GXYKylyn
— Eixo Político (@eixopolitico) November 22, 2025
Prisão preventiva de Bolsonaro
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro pela Polícia Federal (PF) em Brasília foi uma medida para garantir a ordem pública, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF).
O caso, que não tem relação com a condenação pela tentativa de golpe de Estado, ganhou o desfecho após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília na porta do condomínio onde o ex-presidente mora.
A ordem do STF foi motivada pelo entendimento de que a vigília traria risco e “indica a possível tentativa de utilização de apoiadores” de Bolsonaro para “obstruir a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar” da qual o ex-presidente era alvo.
Na decisão de Moraes, o ministro escreve que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde do ex-presidente, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.
Em despacho, o ministro do STF determinou que a prisão fosse realizada “sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática” e “com todo respeito à dignidade”.





