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Caso Orelha: o que diz laudo da Polícia Científica que não identificou lesões na cabeça do cão

Análise não encontrou fraturas ou lesões no esqueleto do cão Orelha; animal foi exumado no dia 11 de fevereiro
26/02/2026 - 13:21 - Atualizada em: 26/02/2026 - 14:38
Orelha também era conhecido como Preto (Foto: Redes sociais, Reprodução)

O laudo pericial realizado após a exumação do cão Orelha não identificou a causa da morte do animal comunitário. A análise da Polícia Científica não encontrou fraturas ou lesões no esqueleto do cão, segundo apuração exclusiva da NSC TV.

A exumação do corpo de Orelha havia sido autorizada pela Justiça, após pedido do Ministério Público, no dia 11 de fevereiro. O órgão trabalha no novo laudo sobre a causa da morte do animal.

 “todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana, nem mesmo em crânio, em região esquerda, na qual já foi discutido no laudo anteriormente apresentado”.

“Todos os ossos do animal foram minuciosamente examinados visualmente, não tendo sido constatada qualquer fratura ou lesão que pudesse ter sido causada por ação humana, nem mesmo em crânio, em região esquerda, na qual já foi discutido”, diz a análise.

O que mais diz o laudo

No entanto, o laudo indica que a falta de fraturas não implica ausência de ação contundente contra a cabeça do animal, conforme apontado pela Polícia Civil. Os peritos encontraram o corpo já em fase de esqueletização, o que comprometeu a análise de tecidos moles, como órgãos. Além disso, foi descartada a chance de um prego ter sido cravado na cabeça do animal.

“A literatura especializada afirma que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais a morte. (…) Assim, é plenamente plausível que o animal tenha sofrido um trauma contundente em cabeça em um dia e piorado clinicamente de forma progressiva até o outro”, diz o laudo.

Relembre o caso do cão Orelha

O cão Orelha foi encontrado ferido pela manhã do dia 5 de janeiro. A investigação da Polícia Civil aponta que adolescentes teriam agredido o animal a pauladas na Praia Brava, localizada no Norte da Ilha. A investigação aponta que o animal teria sido vítima de uma tentativa de afogamento por adolescentes na região.

Na semana seguinte, entre os dias 12 e 13 de janeiro, adultos teriam coagido uma testemunha a não divulgar registros da violência. A vítima da coação seria um vigia do bairro. Durante o processo de investigação, dois dos adolescentes suspeitos pela violência realizaram uma viagem aos Estados Unidos, com destino à Disney World

Segundo a Polícia Civil, Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. Ao todo, oito adolescentes chegaram a ser investigados ao longo do processo.

Identidades não serão divulgadas em veículos da NSC

CBN Floripa e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”. Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome”.

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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