Morte do cão Orelha: dois adolescentes viram alvos de mandados da polícia em SC
Na manhã desta segunda-feira (26), os investigados pela morte do cão Orelha, cachorro comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, viraram alvos de mandados e busca e apreensão em suas casas. De acordo com Ulisses Gabriel, delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, os alvos são dois adolescentes e um adulto.
O objetivo da ação, conforme a Polícia Civil, é buscar mais provas para a investigação. Os três mandados são feitos pela Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capita (DPA/DIC).
Como está a investigação
A 10ª Promotoria de Justiça declarou que a investigação estava na fase de oitivas, ou seja, na coleta de depoimentos, além de outras buscas. Novos depoimentos devem ocorrer nos próximos dias, mas diversos envolvidos no caso já foram ouvidos.
Após a conclusão da fase de coleta, a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) irá encaminhar o procedimento ao Ministério Público. Depois, a 10ª Promotoria de Justiça dever ouvir os adolescentes supostamente envolvidos e seguir com os devidos encaminhamentos.
“Em casos que envolvem adolescentes, os encaminhamentos observam o que está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece procedimentos próprios para a apuração de atos infracionais e aplicação de medidas socioeducativas, sempre mediante análise técnica e decisão do sistema de Justiça, respeitando os princípios e garantias inerentes aos adolescentes em conflito com a lei”, disse o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em novas informações divulgadas no domingo (25).
O que aconteceu com o Cão Orelha
Orelha foi encontrado gravemente ferido na quinta-feira (15) na praia Brava, em Florianópolis. A principal linha de investigação aponta que quatro adolescentes teriam agredido o vira-lata com pauladas. Ele foi encaminhado ao veterinário, mas devido a gravide dos ferimentos precisou passar por uma eutanásia.
Outro cachorro, um Caramelo, também teria sido vítima de afogamento pelo mesmo grupo de suspeitos. O animal sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina.
O caso tem chocado pessoas de todo o país e levantado questionamentos sobre cuidados com os animais.
Quem era orelha
Orelha, também conhecido como Preto, morava há mais de dez anos na região e era cuidado por moradores diariamente. Em nota, a associação do local declarou que Orelha era considerado um “símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”.







