Anvisa proíbe suplementos irregulares após flagrar fabricação clandestina; veja quais
Uma operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última semana, a proibição imediata de suplementos alimentares e medicamentos que estavam sendo produzidos e comercializados sem autorização no Brasil.
Entre os itens apreendidos estão Cúrcuma Cápsulas, Chá Verde (Extrato Seco de Camellia Sinensis) e Centella Asiática, fabricados pela empresa Verde Flora Produtos Naturais Ltda..
A decisão suspende não apenas a venda, mas também a distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos.
De acordo com a agência, os suplementos eram anunciados sem registro ou notificação, o que representa risco à saúde da população.
Em agosto, a mesma empresa já havia sido alvo de uma operação em Itapemirim, no Espírito Santo, onde um galpão utilizado para produção clandestina foi interditado pela Vigilância Sanitária local em conjunto com a Anvisa.
Suplementos de origem desconhecida
Além da Verde Flora, outros produtos também foram alvo da fiscalização. A agência determinou a apreensão de cinco suplementos de origem desconhecida, após investigação da Vigilância em Saúde de Americana, São Paulo, com apoio da Polícia Civil.
A medida inclui todos os lotes de Creatine Powder 100% Pure, de 1 kg, Whey Gourmet, de 900g e Nitro Way 3W, de 1,8kg.
Segundo a Anvisa, os rótulos apresentavam informações falsas de empresas que não foram responsáveis pela fabricação, configurando falsificação.
Outros dois suplementos também entraram na lista de proibição. O Feno Grego Prevent, produzido pela Suplemais Indústria de Suplementos Nutricionais Ltda., foi suspenso porque o ingrediente “feno grego” não atende aos critérios de identidade e pureza definidos pela Anvisa.
Já o DHT Blocker Fotisolution 5X, da Capsul Brasil Indústria e Comércio Ltda., está proibido por utilizar ingredientes sem avaliação prévia de segurança.
O produto, vendido em versões spray e líquido sublingual, não possui comprovação de eficácia e pode trazer riscos ao consumidor.
Produtos estão proibidos de serem comercializados
As medidas estão amparadas na Lei nº 6.360/1976, que regula a fabricação e comercialização de medicamentos no Brasil, e na Lei nº 9.782/1999, que dá à Anvisa o poder de agir preventivamente para proteger a saúde pública.
Com a decisão, tanto as empresas fabricantes quanto pessoas físicas, lojas e veículos de comunicação estão proibidos de comercializar ou divulgar os produtos.
A Anvisa reforça que o consumo de suplementos sem registro ou de origem desconhecida pode representar sérios riscos à saúde, já que não há garantia de qualidade, composição ou segurança dos ingredientes.
*A CBN Floripa tenta contato com as empresas mencionadas, mas, até o momento do fechamento do conteúdo, não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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