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O que havia na Arca do Centenário de Jaraguá do Sul após quase 50 anos enterrada

Após passar por restauro, objetos irão compor uma exposição
16/06/2026 - 08:02 - Atualizada em: 16/06/2026 - 08:02
abertura da arca do centenário de jaragua do sul
Ao abrir a caixa, os técnicos encontraram bastante água no interior, o que danificou alguns materiais encontrados (Foto: Divulgação, Prefeitura de Jaraguá do Sul)

Como parte das comemorações dos 150 anos de Jaraguá do Sul foi realizada na última sexta-feira (12) a abertura da Arca do Centenário, enterrada na praça Ângelo Piazera em 1976. A ideia dos gestores da época era guardar registros de Jaraguá do Sul para transmitir às gerações futuras as memórias e sentimentos daquele tempo.

Personalidades que acompanharam as celebrações dos 100 anos da cidade estavam presentes no evento de abertura da Arca do Centenário. Algumas pessoas até lembravam de determinados objetos colocados na cápsula do tempo:

Veja fotos da abertura da cápsula do tempo

— Deixei um cartão da minha empresa e um chaveiro — disse Curt Ness, criador de conteúdo e figura conhecida na cidade.

Ao abrir a caixa, os técnicos encontraram bastante água no interior, o que danificou alguns papeis encontrados. Mesmo assim, vários itens estavam intactos, como moedas, partes de tecidos, chaveiro, brasão do município, peças publicitárias do centenário, jornais da época, um disco de vinil, uma régua e um mini-chapéu.

— Encontramos história, sentimentos, sonhos e o olhar daqueles que, no passado, pensaram no futuro da nossa cidade. Jaraguá do Sul é, o que é hoje, graças ao esforço coletivo daqueles que acreditaram na nossa cidade, trabalharam com empenho e coragem — disse o prefeito Jair Franzner (MDB).

Próximos passos

No momento os materiais encontrados dentro da arca não poderão ficar expostos. Cada item será separado e colocado para secar em uma secadora de documentos do Arquivo Histórico do município.

— Posteriormente, vamos fazer um tratamento com banho e desacidificação nesses documentos, com auxílio de outros técnicos. Na sequência, vamos fazer toda a identificação técnica, fotografar e expor o que for possível — explicou Silvia Kitta, integrante da equipe técnica da Comissão de Memória e Repertório dos 150 anos.

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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