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Veja quais dados foram expostos após ataque cibernético nos EUA

O sistema já vinha sendo alvo de agentes estrangeiros há anos
07/08/2025 - 10:48 - Atualizada em: 07/08/2025 - 10:48
De acordo com a publicação, o alvo do ataque foi o sistema federal de gerenciamento de casos do judiciário

Um ataque cibernético comprometeu o sistema eletrônico de arquivamento de processos do judiciário federal dos Estados Unidos na quarta-feira (6), segundo informações divulgadas pelo jornal Político. A ação teria exposto dados confidenciais de tribunais em diversos estados norte-americanos.

De acordo com a publicação, o alvo do ataque foi o sistema federal de gerenciamento de casos do judiciário, que inclui plataformas de gerenciamento de casos, e o acesso público aos registros eletrônicos do tribunal, que disponibiliza dados judiciais mediante pagamento.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que o ataque comprometeu informações sensíveis, como acusações seladas e mandados de prisão, tornando o sistema ainda mais vulnerável a ações de espionagem. O sistema já vinha sendo alvo de agentes estrangeiros há anos.

Até o momento, autoridades jurídicas americanas não comentaram o caso. O FBI, por sua vez, encaminhou as perguntas ao Departamento de Justiça, que também não se pronunciou.

Essa não é a primeira vez que o sistema é comprometido

Em 2021, medidas de segurança foram reforçadas após outro incidente semelhante. Já em 2022, o então presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Jerry Nadler, revelou que “três agentes estrangeiros hostis” haviam acessado os arquivos judiciais, em uma violação de “amplitude e escopo surpreendentes”.

Autoridades norte-americanas alertam que a infraestrutura tecnológica do judiciário está desatualizada. No início deste ano, a juíza Amy St. Eve, do Tribunal de Circuito dos EUA, afirmou ao Congresso que o subinvestimento crônico nos sistemas de TI deixou o Judiciário vulnerável.

— Esses sistemas estão defasados em relação aos padrões modernos de segurança, são caros de manter e estão em constante risco de falhas e ataques cibernéticos — afirmou a magistrada.

*As informações são da CNN

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