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Vai faltar banana? Fruta mais consumida no mundo corre risco de extinção

Especialistas explicam o impacto de uma praga que ameaça a produção mundial de bananas e pode mudar o cardápio das famílias
22/09/2025 - 20:14 - Atualizada em: 22/09/2025 - 20:14
Entenda como um fungo silencioso está colocando em risco o futuro da fruta mais consumida no Brasil e no planeta. Foto: Agência Brasil
Entenda como um fungo silencioso está colocando em risco o futuro da fruta mais consumida no Brasil e no planeta. Foto: Agência Brasil

A banana, uma das frutas mais consumidas em todo o mundo, pode estar com os dias contados devido a uma praga agressiva. Um estudo recente de pesquisadores holandeses da Universidade de Wageningen revelou um cenário preocupante.

O responsável pela ameaça é a murcha de fusarium, também chamada de mal-do-Panamá, uma doença que se espalha rapidamente. A praga já coloca em risco cerca de 80% da produção global, afetando diretamente a cadeia produtiva.

Esse problema acende um alerta para o Brasil, que é o quarto maior produtor mundial, com uma colheita estimada em 6,7 milhões de toneladas anuais. A situação exige medidas urgentes para proteger as lavouras nacionais.

O que é a murcha de fusarium?

Trata-se de um fungo que vive no solo e ataca o sistema vascular das bananeiras. O fitopatologista Wilson da Silva Moraes detalha que o patógeno bloqueia o transporte de água e nutrientes, fazendo com que a planta seque e morra.

O maior desafio, no entanto, é a sua persistência. Depois de contaminar a área, o fungo pode sobreviver na terra por até 40 anos, tornando impossível o cultivo de bananas naquele local por um longo período.

Como combater essa ameaça global?

Até o momento, não existe uma cura ou um tratamento químico totalmente eficaz para a doença. Como resultado, a única estratégia viável é a prevenção, que se torna ainda mais difícil porque os sintomas demoram a aparecer na planta.

Para o professor Gert Kema, líder da pesquisa, a saída é identificar os focos da doença o mais cedo possível. A equipe dele realiza testes no Peru com mapeamento aéreo, usando 133.700 fotografias para detectar áreas infectadas.

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