“Mais de 30 paradas cardíacas”: Criança morre após picada de escorpião escondido em tênis
Uma criança de três anos morreu após ser picada por um escorpião-amarelo. A picada ocasionou 33 paradas cardíacas, de acordo com a família, e a morte foi confirmada na segunda-feira (15). As informações são do g1 PR.
O menino era morador de Cambará (PR). Os pais da criança explicaram que o acidente aconteceu na manhã de domingo (13).
— Ele foi procurar o sapatinho dele que estava lá fora, que a minha esposa tinha lavado. Daí, ele pegou e vestiu um e veio mostrar pra mim. Pegou o outro e vestiu. Nesse outro estava o escorpião — explicou o pai.
Em seguida, a criança saiu correndo e gritando por causa da dor. O animal foi encontrado embaixo de um tapete da casa, momentos depois.
Atendimento foi complexo e demorado
Segundo a família, a criança deu entrada no Hospital Municipal de Cambará às 8h45. Ela foi medicada e os pais foram avisados que seria necessária uma transferência.
Enquanto esperava a liberação, a criança começou a vomitar e o estado de saúde piorou. A saída foi liberada às 10h17, segundo o município.
Ao chegar na nova unidade, a Santa Casa de Jacarezinho, cerca de 20 quilômetros de distância, a família relatou que não havia quantidade necessária do antídoto.
Falta do antídoto na unidade de saúde
— O meu menino precisava de seis ampolas, pelo que eu escutei lá. E lá só tinha cinco. Ele tomou o que tinha lá — contou a mãe da criança.
A criança então foi entubada e levada até o Hospital Universitário de Londrina. Os pais não foram permitidos no local.
— Demorou [a chegada do helicóptero]. Eu creio que às vezes deve ter acontecido alguma coisa. Ninguém contou — contou a mãe.
Morte se confirmou durante a tarde
A mãe da criança conseguiu viajar até Londrina com uma ambulância. Ela chegou às 17h ao Hospital Universitário e foi informada que o filho havia chegado há 30 minutos. A morte da criança foi confirmada durante a tarde de segunda-feira.
— Ele era um menino saudável. Sabe aquela criança que corre, cai, levanta e dá risada? Ele era uma criança independente. […] Para você ter uma noção, o tênis que ele pegou estava muito no alto, mais de um metro e meio de altura — a mãe lembra.
Ao g1, o presidente da Santa Casa de Jacarezinho, Karol Woytilla, disse que foram ministradas cinco ampolas de antiveneno. O número está dentro da orientação do Ministério da Saúde, que recomenda de quatro a seis para casos graves como o da criança. Ele garante que tentaram conseguir uma sexta ampola, mas não tiveram retorno.
*Sob supervisão de Nicoly Souza
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