Mais de 11 mil vagas e tarifa até R$ 6,20: o que muda na nova Zona Azul de Florianópolis
O retorno do estacionamento rotativo em Florianópolis deu seu passo definitivo nesta terça-feira (12). A Prefeitura publicou o edital de licitação para a nova Zona Azul, que promete voltar com uma operação totalmente diferente daquela que os motoristas estavam acostumados, apostando em fiscalização digital e em uma divisão inédita de cores, tempos e preços.
A publicação do edital e os moldes principais do novo sistema, voltados para a rotatividade e democratização do espaço público, já haviam sido antecipados pelo prefeito Topázio Neto à reportagem da CBN Floripa no início deste mês. Segundo a prefeitura, a arrecadação com o serviço servirá para financiar melhorias no transporte público e na mobilidade urbana da cidade.
A licitação para escolher a empresa responsável pelo sistema será realizada no dia 28 de maio. O custo estimado para operar o serviço é de R$ 24,4 milhões por ano, mas o município projeta arrecadar cerca de R$ 34,9 milhões anualmente com a modernização.
As novas cores, preços e limites
Para evitar que um mesmo veículo ocupe a vaga o dia inteiro, prejudicando o comércio e o trânsito local, a nova Zona Azul será dividida em três categorias distintas. Cada uma terá um valor e um limite de tempo.
Na Área Amarela, que engloba o chamado hipercentro da Capital (região de maior fluxo), a permanência máxima será de apenas 2 horas. O valor da hora para carros será de R$ 6,20 (R$ 3,10 para motos e R$ 12,40 para veículos de carga).
Na Área Azul, a permanência máxima também será de 2 horas, mas com uma tarifa menor: R$ 4,00 a hora para carros (R$ 2,00 para motos e R$ 8,00 para carga).
Já na Área Branca, pensada para quem precisa de mais tempo, o veículo poderá ficar estacionado por até 5 horas. O preço será o mesmo da Área Azul: R$ 4,00 a hora para carros.





Fim do papel e fiscalização por câmeras
O novo modelo decreta o fim dos antigos papéis no painel do carro. O sistema será 100% digital, com diversas formas de pagamento via aplicativos. A grande novidade fica por conta da fiscalização, que passará a ser feita por videomonitoramento com leitura automática de placas, garantindo mais agilidade na verificação de quem pagou ou não pela vaga.
Implantação em quatro fases
Para não virar a cidade de cabeça para baixo de uma vez só, o sistema entrará em operação de forma gradual, podendo chegar a até 11.687 vagas totais.
- Fase 1 (Centro): Começa com 3 mil vagas na região central, ativando a totalidade da Área Amarela (1.000 vagas) e parcelas iniciais das áreas Azul e Branca.
- Fase 2 (Continente): Expansão para os bairros Coqueiros, Estreito e Balneário.
- Fase 3 (Bacia do Itacorubi): Implementação do sistema em áreas de grande fluxo universitário e comercial, como Trindade, Santa Mônica e Itacorubi.
- Fase 4 (Temporada de Verão): Criação de vagas sazonais nos principais balneários, como Lagoa da Conceição, Campeche, Jurerê e Canasvieiras.
*Sob supervisão de Kássia Salles