Greve em Florianópolis: creches e escolas têm serviços interrompidos nesta sexta-feira
A greve deflagrada em Florianópolis pelos servidores públicos municipais começou na quinta-feira (23). Até o momento, ao menos 13 unidades da educação tiveram os serviços interrompidos.
O movimento foi deflagrado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público (Sintrasem) após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo Executivo para a pauta de reivindicações da data-base.
De 37 escolas básicas municipais (EBMs), quatro delas interromperam os serviços nesta sexta-feira (24). Além disso, nove núcleos de educação infantil municipal (NEIMs) também não abriram nesta sexta.
Como está a greve em Florianópolis?


Confira abaixo como estão os serviços por setor e por serviço em Florianópolis.
Greve em Florianópolis: como está a educação?
Escolas Básicas Municipais (EBMs):
- Unidades com atendimento – 37
- Unidades sem atendimento – 4
Núcleo de Educação Infantil Municipal (NEIMs)
- Unidades com atendimento – 75
- Unidades sem atendimento – 9
Greve em Florianópolis: como está a saúde?
- Porcentagem de profissionais em greve – todos os serviços – 17,96%
- Centros de Saúde com maior percentual de profissionais em greve – Novo Continente, Jurerê, Trindade, Rio Tavares.
- UPAS – Com baixa adesão (14%), sem impacto significativo no funcionamento.
Antes de sair de casa, pacientes devem procurar o Alô Saúde Floripa para tirar dúvidas sobre o funcionamento do serviços e também solucionar o que for possível de forma remota, pelo 0800 333 3233.
Reivindicações e denúncias de sobrecarga
A pauta do sindicato engloba cobranças estruturais e salariais. Na área da Educação, a categoria exige o cumprimento da legislação federal que reconhece as auxiliares de sala no quadro do magistério e a revogação de portarias recentes. Na Saúde, os servidores cobram a recomposição salarial para os técnicos de enfermagem e a definição sobre o piso dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate às Endemias (ACE).
O Sintrasem relata ainda uma realidade de sobrecarga e deterioração das condições de trabalho nas unidades públicas. O déficit de pessoal, segundo o sindicato, pressiona os atendimentos na Saúde e expõe trabalhadores a situações de agressão, enquanto na Educação faltam materiais e condições básicas de funcionamento. Os grevistas também pedem a realização de concurso público, o chamamento de aprovados, a redução das terceirizações e a diminuição da jornada sem corte salarial.
Prefeitura lamenta paralisação e cita acordos
Em resposta à deflagração da greve, a Prefeitura de Florianópolis divulgou nota oficial lamentando a decisão do sindicato e informando que trabalha para garantir que os serviços essenciais à população não sejam afetados.
A administração municipal rebateu as acusações de falta de diálogo, afirmando que tem mantido conversas permanentes com as categorias ao longo dos últimos anos e que vem cumprindo integralmente os acordos firmados. O município cita como exemplos o anúncio da aplicação do reajuste salarial com base no INPC e a manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Sobre a falta de profissionais alegada pelo sindicato, o Executivo destacou que convocou mais de 1.900 novos servidores no último ano para reforçar o atendimento. “Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando capacidade de atendimento nas unidades”, disse a PMF.
A gestão informou também que já está em andamento um novo concurso público com mais de 40 cargos em diversas áreas.
Confira a nota da Prefeitura na íntegra
“Mesmo com negociação e acordos cumpridos, Sintrasem anuncia greve em Florianópolis
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) anunciou greve no dia 23, após o feriado de Tiradentes. A Administração Municipal lamenta a decisão e informa que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados.
Reforça também que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Paralelamente, a gestão vem realizando investimentos concretos na valorização do serviço público. Somente no último ano, foram chamados mais de 1.900 novos profissionais para reforçar o atendimento à população. Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando a capacidade de atendimento nas unidades.
A Prefeitura também destaca que está em andamento um novo concurso público, com mais de 40 cargos em diversas áreas.“
*Sob supervisão de Vitória Hasckel