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Entenda caso de argentina que acordou sem perna e com novo coração após cirurgia simples

Família cobra explicações
04/07/2025 - 10:38 - Atualizada em: 04/07/2025 - 10:38
A situação exigiu transferência imediata para uma unidade de maior complexidade — (Foto: Reprodução/Redes sociais)

A argentina Alison Calfunao, de 30 anos, foi internada no dia 9 de junho em uma clínica particular na província de Neuquén para realizar a ligadura das trompas. No entanto, após complicações graves durante o procedimento, ela acabou sofrendo duas paradas cardíacas, teve uma perna amputada e precisou de um transplante de coração para sobreviver.

Quase um mês após o ocorrido, o caso ganhou repercussão na imprensa argentina após ser revelado pelo jornal Clarín na quinta-feira (3). Familiares de Alison agora buscam respostas sobre o que aconteceu no centro cirúrgico e acionaram a Promotoria de Crimes Contra a Pessoa da província de Neuquén.

Argentina continua se recuperando

De acordo com o jornal Río Negro, durante a cirurgia de laqueadura, Alison sofreu duas paradas cardíacas que resultaram em insuficiência cardíaca grave. A situação exigiu transferência imediata para uma unidade de maior complexidade. Durante o transporte, já em suporte básico de vida, a paciente desenvolveu um coágulo sanguíneo e uma infecção grave em um dos pés, o que levou à necessidade de amputação acima do joelho.

A paciente foi então levada ao Hospital Italiano, em Buenos Aires, onde recebeu um novo coração no dia 17 de junho. Desde então, ela se recupera de forma lenta, tanto fisicamente quanto emocionalmente, em uma clínica psiquiátrica da capital argentina.

Família cobra explicações

A mãe de Alison, Carina Calfunao, publicou nas redes sociais um desabafo emocionado sobre a situação da filha. Segundo ela, a família ainda não recebeu nenhuma explicação oficial por parte da Clínica San Lucas, onde a cirurgia foi realizada.

— Não recebemos uma única palavra da Clínica San Lucas. Nenhuma ligação. Nenhum pedido de desculpas. Nenhuma explicação. Nenhuma solidariedade. Nenhuma responsabilidade. Nada. O silêncio dói tanto quanto a ferida — escreveu Carina.

— Naquele dia, minha filha morreu. Ela morreu naquela sala de cirurgia. Seu coração foi despedaçado, sua perna foi amputada, seu corpo e sua vida mudaram para sempre — relata.

Alison é mãe de duas crianças, uma de 3 anos e outra de 7, e está sob acompanhamento psicológico devido ao trauma.

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