Quem são as “freiras da maconha”: irmãs que cultivam e tratam doenças com cannabis
Elas vestem hábitos, seguem os ciclos da lua e utilizam uma linguagem ritualística nas práticas espirituais, estes são os costumes de um grupo de mulheres dos Estados Unidos que ficou conhecido como as “freiras da maconha”. Embora não pertençam a nenhuma ordem religiosa, seguem uma rotina espiritual e comunitária centrada no cultivo e uso medicinal da cannabis, acreditando no poder de cura.
As “Irmãs do Vale”, ou Sisters of the Valley em Inglês, como se autodenominam, vivem em Merced, no Vale Central da Califórnia, e produzem remédios naturais à base de CBD — substância extraída da planta sem efeito psicoativo — e pequenas doses de THC, composto responsável pelas alterações de consciência.
Além de atender pessoas que buscam alívio para dores e doenças crônicas, o grupo também milita pela legalização e desmistificação do uso medicinal da maconha.



Freiras da maconha inspiram filme
A fama das Irmãs do Vale ultrapassou as fronteiras do movimento canábico e chegou até Hollywood. O grupo inspirou o enclave fictício das “Irmãs do Bravo Castor”, retratado no novo filme de Paul Thomas Anderson, Uma Batalha Após a Outra.
Na trama, freiras cultivam maconha nas colinas da Califórnia e acolhem pessoas em fuga das autoridades.
Após a estreia, as verdadeiras “freiras da maconha” comemoraram a homenagem nas redes sociais.
“Estamos profundamente honradas e agradecidas por termos sido convidadas a fazer parte desta obra-prima — um filme definidor do nosso tempo. Não poderíamos estar mais orgulhosas de sua mensagem, seu legado e tudo o que representa”, escreveram em uma publicação acompanhada por fotos do set.
O grupo, fundado há quase uma década, segue firme na missão de unir espiritualidade, empoderamento feminino e medicina natural.
Longe de serem apenas uma curiosidade, as freiras da maconha representam um movimento que desafia convenções e defende o direito ao cuidado alternativo, com fé e ciência.
*As informações são do portal O Globo.
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