Com negociações à vista, greve segue com impactos a serviços da saúde e educação em Florianópolis
A greve deflagrada em Florianópolis segue interrompendo serviços da saúde e da educação nesta segunda-feira (11). As paralisações ocorrem meio a uma possível negociação entre o sindicato e a Prefeitura de Florianópolis ainda nesta segunda.
O movimento foi deflagrado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público (Sintrasem) após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo Executivo para a pauta de reivindicações da data-base.
A prefeitura apontou uma queda na adesão à greve nesta segunda. Em especial, as escolas básicas municipais (EBMs) e os núcleos de educação infantil municipais (NEIMs) registraram menos unidades paralisadas.
Como está a greve em Florianópolis?


Ao todo, 10,72% dos profissionais da saúde aderiram à paralisação nesta segunda, segundo a prefeitura. Confira na íntegra a lista completa. Procurado pela reportagem da CBN Floripa, o Sintrasem não retornou até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
O fim da greve em Florianópolis?
Segundo informações apuradas pelo repórter Juan Todescatt, da NSC TV, advogados do Sintrasem discutiram uma possível reunião de conciliação nesta manhã. A prefeitura havia solicitado que o encontro fosse remoto, mas o sindicato optou por uma reunião presencial.
Por volta de 10h, advogados do Sintrasem partiram em direção ao encontro com a prefeitura escoltados, simbolicamente, por grevistas pelas ruas de Florianópolis.
Segundo o presidente do Sintrasem, Renê Munaro, o Tribunal de Justiça definiu que a reunião será realizada a partir de 11h, em Florianópolis.
Greve em Florianópolis é considerada ilegal
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou, na última quinta-feira (30), a ilegalidade da greve dos servidores municipais de Florianópolis, iniciada pelo Sintrasem.
A decisão determina um prazo de 24 horas para o restabelecimento dos serviços públicos afetados pela paralisação.
Prefeitura demite 150 servidores municipais
Cerca de 150 servidores municipais da educação foram exonerados em Florianópolis. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município na quarta-feira (6). A demissão foi tomada por “ausência injustificada” dos servidores, segundo a prefeitura
Greve em Florianópolis: como está a educação?
Escolas Básicas Municipais (EBMs):
- Unidades com atendimento – 40
- Unidades sem atendimento – 1
- Porcentagem de profissionais em greve – 16,8%
Núcleo de Educação Infantil Municipal (NEIMs)
- Unidades com atendimento – 79
- Unidades sem atendimento – 5
- Porcentagem de profissionais em greve – 27,5%
Greve em Florianópolis: como está a saúde?
- Porcentagem de profissionais em greve – todos os serviços – 10,72%%
- Centros de Saúde com maior percentual – Saco Grande, Novo Continente, Ingleses, Rio Tavares.
Antes de sair de casa, pacientes devem procurar o Alô Saúde Floripa para tirar dúvidas sobre o funcionamento do serviços e também solucionar o que for possível de forma remota, pelo 0800 333 3233.
*Sob supervisão de Kássia Salles