Anvisa libera fabricação do primeiro lote de antídoto contra metanol
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a produção do primeiro lote de etanol farmacêutico destinado ao tratamento de intoxicação por metanol. O antídoto injetável será produzido pelo Laboratório Cristália e doado integralmente ao Ministério da Saúde.
Com o aumento dos casos de intoxicação por metanol no país, a Anvisa reforça a produção do antídoto. A ação visa garantir o abastecimento necessário para o tratamento eficaz, especialmente em situações de emergência, onde o tempo de resposta é fundamental.
O medicamento servirá para salvar vidas e reduzir os riscos dessa intoxicação potencialmente fatal.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou a importância da colaboração entre a agência reguladora, o Ministério da Saúde e o setor produtivo para enfrentar emergências como a que o país vive.
“Nos momentos decisivos, momentos de emergência que o país tem, a indústria sempre se prontificou a atender da melhor forma possível. Nesse caso, é possível ver mais uma vez a celeridade da ação do Ministério da Saúde e da Anvisa para proteger a saúde da população brasileira”, afirmou Safatle em nota.
Como é o processo de regularização para antídoto contra metanol
A resolução que autoriza a fabricação do etanol, publicada em 3 de outubro, estabelece um processo emergencial para a produção do álcool etílico injetável.
Empresas brasileiras que atendem aos requisitos sanitários da Anvisa podem produzir o medicamento, que deve seguir rígidos critérios técnicos de qualidade para uso humano.
O etanol terá validade de até 120 dias e será utilizado exclusivamente para tratar intoxicação por metanol, um grave risco à saúde.
Brasil registra 29 casos confirmados de intoxicação por metanol
O Ministério da Saúde atualizou, nesta sexta-feira (10), o número de notificações de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica.
Até o momento, 246 notificações foram realizadas, sendo 29 casos confirmados e 217 em investigação. Outras 249 suspeitas foram descartadas.
Até o momento, São Paulo registrou 25 casos de intoxicação por metanol, Paraná outros três, e o Rio Grande do Sul, um.
Em relação a mortes, cinco foram confirmados no Estado de São Paulo e 12 seguem em investigação; uma no Ceará, outra em Minas Gerais, um no Mato Grosso do Sul, três em Pernambuco e seis em São Paulo.
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