Uso de canetas emagrecedoras dispara 230% no Brasil
Você pode se surpreender ao saber quem está por trás do impressionante aumento de 230% no uso de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro no Brasil.
Embora a endocrinologia ainda lidere, com 30% do total de prescrições, um olhar mais atento aos dados da plataforma Memed revela uma mudança profunda no perfil dos médicos que indicam esses tratamentos. A “febre das canetinhas” se tornou um fenômeno multidisciplinar na saúde brasileira.
A análise mostra uma expansão consistente em especialidades que, até pouco tempo, raramente eram associadas a esses medicamentos. Cardiologistas passaram a prescrevê-los com mais frequência, de olho nos benefícios cardiovasculares comprovados.
Ginecologistas e obstetras também entraram na lista, muitas vezes para tratar condições metabólicas associadas à saúde da mulher. O crescimento mais notável, talvez, venha da psiquiatria, onde os agonistas de GLP-1 se tornaram uma ferramenta para controlar o ganho de peso que pode ser um efeito colateral de alguns psicofármacos, melhorando a adesão ao tratamento principal. Nutrologia, geriatria e clínica médica completam a lista de áreas que adotaram massivamente a prescrição.
Essa diversificação médica ocorre em paralelo a um boom no mercado. A chegada de novas marcas como Mounjaro, Olire e Lirux quebrou a antiga hegemonia e já representa mais de um terço de todas as receitas.
O perfil demográfico dos pacientes, no entanto, segue concentrado na faixa dos 30 aos 49 anos. Para atender a essa demanda crescente e diversificada, o sistema de saúde se adapta.
Uma nova função de compra fracionada, por exemplo, agora permite que os pacientes adquiram esses medicamentos de alto custo de forma mais acessível, uma unidade por vez, mostrando como a tecnologia corre para acompanhar uma das maiores transformações da medicina moderna.
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