Águas-vivas invadem litoral de Santa Catarina e surpreendem banhistas: “Mais de 30”
O verão em Santa Catarina começou com uma “invasão” diferente no último domingo (19). Banhistas registraram por todo o Estado um acumulo de águas-vivas em praias famosas com a Joaquina, e Florianópolis, e em Imbituba, no Sul do Estado.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao menos uma criança teria sofrido uma lesão com a presença dos animais no mesmo período. O caso teria acontecido na Praia Ponta do Papagaio, em Palhoça, e ela precisou de atendimento médico. A própria mãe do menor foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a cerca de 500 metros de onde ocorreu o acidente.
Em Itapoá, foram mais de 30 ocorrências relacionadas à água-viva até as 17h. Em Balneário Barra do Sul, outros 20 casos. Penha e Itajaí também tiveram casos ao longo da manhã e da tarde.
Banhistas registraram a invasão de águas-vivas
O que fazer ao ser “queimado” por uma água-viva?
A popular “queimadura” causada por uma água-viva na realidade é um envenenamento químico da pele. Os animais possuem células urticantes que injetam toxinas quando entram em contato com a pele humana.
São essas toxinas que provocam dor, vermelhidão, inchaço e, em alguns casos, reações mais graves.
Qual o passo a passo ao ser queimado?
- Ao sentir ardência ou visualizar a água-viva na água, saia imediatamente do mar.
- Procure o posto de guarda-vidas mais próximo.
- Não use água doce, urina ou outros líquidos no ferimento. A urina é contraindicada porque sua acidez pode aumentar a sensação de queimadura e causar infecções devido à presença de bactérias.
- Lave apenas com água salgada.
- Solicite vinagre no posto de guarda-vidas. Ele é cientificamente comprovado para aliviar os sintomas.
Caso qualquer pessoa veja uma água-viva morta na areia, a recomendação é não se aproximar.
É comum encontrar águas-vivas no litoral catarinense?
Alberto Lindner, responsável pelo laboratório de Biodiversidade Marinha da UFSC, indica que o fenômeno é natural nesta época e o padrão da temporada de 2019/2020 deve se manter. Na ocasião, os animais da espécie Chrysaora lactea predominaram no Estado entre dezembro e janeiro.