Operação da PF bloqueia R$ 365 milhões em investigação sobre fraude milionária em previdência
Um esquema milionário que drenou recursos de uma entidade de previdência complementar vinculada a uma empresa estatal de Santa Catarina é o alvo principal da Operação Sem Lastro, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (8). A ação busca frear um fluxo de corrupção e lavagem de dinheiro que gerou prejuízos gigantescos aos cofres do fundo.
A ofensiva atinge diretamente o núcleo patrimonial dos investigados. Por determinação da Justiça, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e realizaram um amplo bloqueio de bens que visa garantir o ressarcimento do rombo financeiro.
O tamanho da apreensão
Para descapitalizar o grupo criminoso, a operação resultou em medidas severas de confisco. O balanço patrimonial bloqueado pela Polícia Federal inclui:
- Congelamento de valores financeiros que podem chegar a R$ 365 milhões;
- Sequestro de mais de 30 imóveis utilizados para lavar o dinheiro desviado;
- Buscas em dois endereços diretamente ligados aos líderes do esquema.





Como a fraude funcionava
O principal alvo da investigação é um ex-diretor financeiro da entidade, apontado pela PF como o cabeça das decisões fraudulentas. Segundo a apuração, ele e outros envolvidos direcionavam o dinheiro da previdência para investimentos de altíssimo risco e sem qualquer garantia (lastro econômico). Muitas dessas aplicações logo se tornavam “irrecuperáveis”, causando rombos milionários ao fundo, mas gerando lucros ilícitos aos mentores da fraude.
Com o dinheiro do desvio em mãos, os criminosos precisavam esconder a origem da fortuna. A investigação revelou que eles utilizavam empresas em nome de “laranjas” para comprar e administrar um patrimônio imobiliário de luxo, totalmente incompatível com a renda declarada pelos suspeitos.
A Polícia Federal também descobriu que diversos desses imóveis foram transferidos sem qualquer registro formal de pagamento, uma prova clara da tentativa de dissimular a lavagem de dinheiro. A operação segue em andamento para aprofundar as provas contra o núcleo decisório da fraude.
*Sob supervisão de Vitória Hasckel