“Foi tudo muito rápido”: casal relata pânico com alta da maré durante a madrugada
A alta da maré provocada por um ciclone no mar causou alagamentos em diversos pontos da Grande Florianópolis na madrugada desta terça-feira (29). Um dos casos aconteceu na SC-405, na Servidão Manoel da Silveira Guimarães, no bairro Costeira do Pirajubaé, no sul da Ilha, onde um casal teve a casa invadida pela água por volta das 4h.
Diego, morador da residência, conta que a água começou a entrar rapidamente por meio de uma tubulação de esgoto. Ele tentou conter a invasão com sacos de areia, mas a medida não surtiu efeito.
— A água veio com muita força, entrou muito rápido. O principal prejuízo foi a geladeira, que entrou em curto-circuito — disse em entrevista à NSC TV.
Residência ficou alagada
Segundo Diego, ele e a esposa, Silvana Farias da Silva, estavam tirando água do quarto com baldes quando ouviram um barulho vindo da sala. Ao perceber que o eletrodoméstico estava em risco, correu para desligar a geladeira da tomada e evitar um acidente mais grave.
— Foi um susto. Tivemos que agir rápido para que a água não ficasse eletrizada — relatou.
Essa é a segunda vez que o casal passa por uma situação de alagamento na casa, e ainda não completaram um ano morando no local. Em janeiro deste ano, com a chuva histórica, eles ficaram três dias com a residência alagada e precisaram se abrigar na casa de vizinhos.
Trânsito congestionado nesta manhã





Maior pico em seis meses
Segundo Pedro Neves, subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Florianópolis, o pico de maré registrado foi de 1,75 metro, a maior elevação dos últimos seis meses. Ele explica que os pontos afetados são os mesmos que rotineiramente sofrem com alagamentos, como regiões da SC-405 e a Avenida da Saudade, por estarem abaixo do nível do mar.
— A gente tem enviado alertas desde domingo. Está tendo um ciclone no mar, e ele está mudando a questão das marés. Temos maré alta, ondas muito grandes e ventos muito fortes desde então — explicou Neves.
Maré alta em Florianópolis




A Defesa Civil informou que fará a avaliação estrutural das residências afetadas. Se houver risco, as casas poderão ser interditadas. Nestes casos, as famílias serão encaminhadas à assistência social do município.
A previsão é de que a condição crítica se mantenha até a quarta-feira (30), com um novo pico de maré previsto para as 17h desta terça-feira (29). A orientação é para que os moradores de áreas de risco fiquem atentos aos alertas.
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