Cesta básica sobe quase 10% em Joinville e churrasco tem alta variação
O consumidor de Joinville que foi ao supermercado no início deste mês já sentiu o impacto no orçamento. O Procon do município divulgou as pesquisas atualizadas de preços da cesta básica e dos itens de churrasco, realizadas nos dias 4 e 5 de maio. Em comparação com abril, a soma dos produtos essenciais que compõem a cesta registrou um aumento de 9,29%.
O levantamento consultou os valores de 41 produtos em nove estabelecimentos da cidade. O preço médio atual da cesta passou para R$ 368,94 — no mês passado, o valor era de R$ 337,58. No entanto, para o consumidor disposto a bater perna e comprar apenas os produtos mais baratos encontrados entre todos os locais pesquisados, o custo da cesta cai consideravelmente, fechando em R$ 240,89.
Veja os itens que aumentaram de preço




Agora veja os itens que baixaram de preço
Por outro lado, alguns produtos trouxeram um leve fôlego para as contas. As maiores reduções de preço no mês foram observadas na banana caturra (-11,5%), no sabão em barra (-6,4%), no xampu (-5,7%) e no sabão em pó (-4,5%).




Pesquisa é a regra para o churrasco
Se a ideia é acender a churrasqueira, a pesquisa prévia se torna indispensável. O Procon também monitorou 31 produtos típicos — incluindo carnes bovinas, suínas, de aves, carvão, linguiça e sal grosso — nos mesmos nove supermercados.
A atenção do consumidor deve estar redobrada com o sal grosso, que apresentou a maior disparidade da pesquisa: uma diferença impressionante de 213,71% entre os estabelecimentos. Além dessa variação, o sal grosso também foi o item que mais aumentou de preço de abril para maio, com alta de 27,84%. Outros itens que sofreram reajuste no período foram o filé mignon (17,79%), o filé simples (9,32%) e o coração (8,04%).
A boa notícia fica por conta das carnes suínas e de aves, que lideraram as quedas de preço. As maiores reduções registradas em maio foram na costela sem pele (-23,92%), lombo (-19,24%), pernil (-9,29%) e no frango inteiro congelado (-6,44%).
Apesar da queda no preço médio, a costela sem pele exige cuidado na hora da compra: o quilo do corte chegou a registrar 169,21% de diferença entre os supermercados visitados pelo órgão. Diante de números tão elásticos, a pesquisa continua sendo a melhor aliada para não estourar o orçamento do mês.
*Sob supervisão de Vitória Hasckel