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Torcedora vira ré por racismo e xenofobia após episódio em jogo de Avaí x Remo

Durante o jogo, uma torcedora do Avaí foi flagrada gritando ofensas racistas e xenofóbicas
29/01/2026 - 13:57 - Atualizada em: 29/01/2026 - 13:57
fragmento do vídeo da torcedora do avaí
Caso aconteceu durante jogo entre Avaí e Remo em novembro (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

A torcedora que foi flagrada ofendendo paraenses durante o jogo Avaí x Remo virou ré por racismo e xenofobia, em Florianópolis. A informação foi confirmada pelo Ministério Público na quarta-feira (28).

O episódio aconteceu dia 15 de novembro de 2025. Na época, Avaí e Remo jogavam pela Série B do Campeonato Catarianense, em Florianópolis. Durante o jogo, uma torcedora do Avaí foi flagrada gritando ofensas racistas e xenofóbicas.

O MPSC pede que ela seja condenada pelos crimes e quer a fixação de indenização mínima de R$ 30 mil por dano moral coletivo, a ser destinada ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL). O g1 SC entrou em contato com a defesa de Ana Paula, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

O que diz a denúncia?

O Ministério Público entendeu que as falas relacionadas à cor da pele se enquadram como crime de racismo, que está previsto no  20, § 2º‑A, da lei número 7.716/1989. Já sobre as falas sobre a origem regional dos torcedores do Remo, o MP destaca que as declarações caracterizam tentativa de inferiorizar e segregar pessoas da região Norte do Brasil.

O que aconteceu?

As imagens mostram a mulher direcionando ataques aos torcedores de Belém. No vídeo, ela diz:

— O que tem no Pará? Seu feio. Ei? Vieram montados de jegue de lá pra cá? Gastaram o salário do mês? Gastou o salário para vir… agora vai embora a pé. O prefeito não quer, aqui em Floripa, tu. Olha tua cor. Olha, pobre aqui não fica. Querem comer? Tá com fome? Ali tem comidinha de graça — grita.

A repercussão levou o Avaí a divulgar uma nota em que condena a postura da torcedora e reforça o posicionamento diante de episódios de discriminação: “O racismo é um crime grave que não pode ser tolerado dentro ou fora dos estádios”, diz o comunicado.

*Sob supervisão de Nicoly Souza

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