Relembre dois momentos históricos do basquete do Brasil em Pan-Americanos
Eu comecei a gostar de basquete quando tinha nove anos de idade. Foi quando vi o Brasil ganhar dos Estados Unidos e conquistar o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, na casa deles, em Indianápolis. Na minha mente, vem a imagem do Oscar com a redinha arrancada da cesta no pescoço, aos prantos, envolvido na bandeira do nosso país.
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No Pan seguinte, em 1991, na cidade de Havana, a seleção feminina derrotou Cuba na final, e vi Fidel Castro apontando, de brincadeira, que não iria entregar as medalhas à Paula e à Hortência, simplesmente porque elas acabaram com o jogo. Três anos depois, foram campeãs do mundo. Na sequência, vieram uma prata e um bronze em Olimpíadas.
Depois veio a NBA, e é praticamente impossível ficar alheio ao melhor basquete do mundo. Porém, esses momentos do Pan ficaram marcados em minha memória, ainda num período em que a participação olímpica do país era de pódios escassos.
Recebi com tristeza o anúncio feito recentemente de que o basquete (tanto o de cinco jogadores quanto o 3×3) está fora dos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2027. Serão 36 esportes, ao todo, em disputa no Peru.
Um dos motivos para a ausência seria a exigência da Fiba para que o torneio no Pan contasse com apenas equipes sub-21 para não conflitar com o Mundial, que começará em 27 de agosto de 2027, no Catar – em Lima, as competições vão terminar um pouco antes, em 1º de agosto.
Infelizmente, os próprios Jogos do nosso continente perderam a relevância que tinham 30, 40 anos atrás.