Figueirense vive noite de horrores no Scarpelli
Bom, meus amigos do esporte, foi mais uma noite de horrores no estádio Orlando Scarpelli. Essa palavra foi a mais usada ontem à noite, diante do que aconteceu. O Figueirense não passou pelo Maringá. O resultado que ele precisava não conseguiu.
Há um monte de explicações de porquê isso não aconteceu. O Figueirense entrou mal escalado, deu espaço no meio de campo, deixou os meias do Maringá circularem à vontade, não teve nenhum poder de marcação e não teve quem abastecesse o ataque. Em consequência, o ataque, que já tem muita deficiência, acabou também sendo prejudicado.
Foi um jogo muito ruim, um jogo em que o Figueirense fez um gol aos 16 minutos, passou uma falsa impressão de que poderia chegar a algum lugar. Então, perdeu um pênalti. O pênalti foi a curva decisiva, definitiva do jogo de ontem à noite. Se o Figueirense convertesse o pênalti, faria 2×0, e dificílmente perderia o jogo. Ganharia moral, tinha a torcida para incentivar, mais de 6 mil torcedores fazendo a sua parte, e os jogadores em campo não fizeram a sua.
E o que aconteceu? O Figueirense empatou. O clube demitiu o técnico Pintado depois do jogo e uma coisa está muito clara. O técnico tem a sua participação, é claro, comandante da equipe, mas pegou um time muito limitado.
Rebaixamento seria desastroso e escapar parece improvável
Este time do Figueirense é um dos mais fracos da sua história e está levando o time praticamente para a quarta divisão do Campeonato Brasileiro no ano que vem. O que não deixa de ser uma tragédia, um problema seríssimo se isso realmente se confirmar.
O Figueirense tem três jogos pela frente, dois jogos fora de casa e um no Scarpelli. São jogos difíceis, como contra o Ypiranga, em Erechim. Tem jogo bom para fazer aqui, mas o futebol que está jogando não nos dá o direito de imaginar que o Figueirense vai escapar dessa aí. Está difícil, está muito complicado.
A crise está estabelecida. Agora falta saber o novo técnico, quem vai pegar o Figueirense para esses três últimos jogos, para tentar salvar, ser o herói do estádio Orlando Scarpelli num momento muito difícil da história do clube. É isso aí.
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