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VÍDEO: Pescadores encontram placenta de baleia em praia de Florianópolis

Órgão materno foi encontrado na Praia de Naufragados, no sul da Ilha
23/07/2025 - 11:04 - Atualizada em: 23/07/2025 - 11:09
Placenta foi encontrada em região mais profunda da praia. (Foto: Reprodução/Instagram)

Dois pescadores encontraram uma placenta de baleia nas águas da praia de Naufragados, no Sul de Florianópolis. O registro do encontro raro foi publicado nas redes sociais no sábado (19) e viralizaram na internet.

Os pescadores encontraram o órgão em uma região mais profunda da praia, enquanto se distanciavam da areia para pescar. Durante o registro, antes de entenderem do que se tratava, os homens decidem puxar a placenta para o barco.

Com uma vara de pesca, os populares puxam o material e ao notarem que se tratava de uma placenta, eles devolvem o órgão para o mar.

Encontro raro com placenta de baleia

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Bióloga comenta sobre encontro

Em repercussão, a bióloga marinha Dani Abras publicou nas redes sociais um vídeo em que traz algumas informações sobre a placenta e o encontro raro.

Segundo a especialista em baleias e golfinhos, nos estágios finais da gestação, a placenta pode ultrapassar cinco metros de comprimento. Filhotes de baleia-jubarte, por exemplo, podem nascer com mais de quatro metros e ficar envolto durante toda a gestação pelo órgão materno.

Como em gestação de humanos, a placenta conecta a mãe ao filhote, oferecendo oxigênio e nutrientes da mãe para o feto, com gestações até 11 meses. A placenta se desprende depois que o filho nasce completamente. Então, o órgão flutua e pode se decompor naturalmente, ou ser consumida por outros animais

— Como as baleias dão a luz com a cauda primeiro, para evitar que os filhotes se afoguem, a placenta sai apenas depois que o filhote nasce —, explica.

Encontrar placenta é ume evento raro, com registros no Havaí, Australia e aqui no Brasil, por exemplo.

De acordo com a bióloga, com base na localização onde o órgão foi encontrado, a placenta pode ser de uma baleia franca, já que essa espécie se concentra no sul do país. Ela também indica que pode ser de uma baleia jubarte, outro tipo bem comum na região.

Orientações do Ibama

Segundo o Ibama, o recolhimento de animais vivos, mortos ou com partes de animais encontrados em praias deve ser feito somente por profissionais com autorização Sisbio. A declaração é emitida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Neste caso, a situação deve ser comunicada para alguma instituição ambiental autorizada. Ao longo do litoral brasileiro, conforme o órgão, há diversos projetos de monitoramento de praias, com profissionais qualificados para lidar com situações como essa.

— O recomendável é não manusear, pois pode haver riscos para a saúde humana. Além disso, quem manejar animal silvestre ou parte desse animal poderá ser autuado e multado por infração ambiental, conforme o Decreto 6.514/2008 —, informa em nota.

Leia a nota na íntegra

Caso alguém encontre uma placenta de baleia na praia, deverá comunicar instituições ambientais ou de pesquisa autorizadas para que efetuem o recolhimento do material. Essa ação poderá ser feita somente por profissionais com autorização Sisbio, que é emitida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e permite pesquisa nas Unidades de Conservação federais.

Em boa parte do litoral brasileiro, há projetos de monitoramento de praias, os quais são condicionantes do licenciamento ambiental federal concedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Esses projetos contam com profissionais qualificados para lidar com animais vivos, mortos ou com partes de animais encontrados nas praias, e, portanto, podem ser acionados por cidadãos que se depararem com esse tipo de situação.

Se não for possível comunicar alguma instituição ambiental, a placenta pode ser deixada no local onde foi encontrada, para que cumpra seu papel ecológico, servindo de alimento para peixes, aves ou outros animais. O recomendável é não manusear, pois pode haver riscos para a saúde humana. Além disso, quem manejar animal silvestre ou parte desse animal poderá ser autuado e multado por infração ambiental, conforme o Decreto 6.514/2008.

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