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VÍDEO: Cão Orelha recebe homenagem de escola de samba e emociona público; veja como foi

Morte de cão segue sendo investigada
17/02/2026 - 09:53 - Atualizada em: 17/02/2026 - 09:53
A escola apresentou o enredo "Rita Lee, a padroeira da liberdade" — a cantora, por sua vez, era reconhecida na luta pelo direito dos animais (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

O cão Orelha, morto a pauladas por adolescentes em Florianópolis, foi homenageado pela escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, na cidade do Rio de Janeiro. O desfile ocorreu na noite de segunda-feira (16).

A escola apresentou o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade” — a cantora, por sua vez, era reconhecida na luta pelo direito dos animais. Com isso em mente, a Mocidade elaborou um grande desfile.

A antiga faixa, carregada pelo castor mascote da escola, se transformou numa alegoria formada por vários cães caramelos de óculos coloridos. Os animais eram todos identificados como Orelha.

Como foi o desfile da Mocidade?

Além da homenagem ao cão Orelha, o desfile também contou com críticas à ditadura militar, reconhecimento dos direitos LGBTQIAPN+ e a presença do viúvo da cantora, Roberto de Carvalho.

Quando foi o desfile da Mocidade?

O desfile ocorreu na noite de segunda, no sambódromo Marquês de Sapucaí, localizado na zona central da cidade do Rio de Janeiro. A escola foi a primeira a se apresentar na noite.

Caso Orelha

Orelha foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro por moradores. Ele foi levado ao veterinário, mas, devido aos ferimentos, não resistiu. Derli Royer, responsável pelo socorro emergencial, contou que o animal tinha lesões graves na cabeça e no olho esquerdo, além de forte desidratação.

O laudo da Polícia Científica mostra que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. No dia 3 de fevereiro, a Polícia Civil de Santa Catarina pediu a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha. Outros quatro adolescentes foram representados pelo caso do cão Caramelo.

Identidades não serão divulgadas em veículos da NSC

CBN Floripa e todas as plataformas da NSC não divulgam o nome, nem a identidade dos adolescentes suspeitos em total respeito e consonância ao que determina o artigo 143 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a “divulgação de atos judiciais, policiais e administrativos que digam respeito a crianças e adolescentes a que se atribua autoria de ato infracional”. Diz o ECA: “Qualquer notícia a respeito do fato não poderá identificar a criança ou adolescente, vedando-se fotografia, referência a nome, apelido, filiação, parentesco, residência e, inclusive, iniciais do nome e sobrenome”.

*Sob supervisão de Nicoly Souza

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