Morte de médico fitness de 31 anos tem reviravolta em pequena cidade de SC
Sete meses após a morte do médico Alisson Nunes, de 31 anos, em Indaial, no Vale do Itajaí, a Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que investigava as circunstâncias do caso. O laudo confirmou a presença de diversas substâncias químicas e medicamentosas, descartando a hipótese de crime.
O inquérito, conduzido pela Delegacia de Polícia de Indaial sob coordenação do delegado Ícaro Freitas Malveira, reuniu depoimentos de testemunhas, perícias no local da morte e exames necroscópicos e toxicológicos.
Os laudos apontaram a presença de cocaína, MDA (ecstasy), cetamina, clonazepam, sildenafil e anastrozol no organismo do médico, além de resquícios de cocaína, cafeína e cetamina nas embalagens encontradas no apartamento.
O relatório concluiu que não havia sinais de violência externa e que a morte foi causada por overdose.
Com o resultado, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis. Segundo a Polícia Civil, não há indícios de crime doloso contra a vida.
Quem era o médico fitness Alisson Nunes
Natural de Mato Grosso, Alisson Nunes era formado em Medicina pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e se mudou para Santa Catarina, onde construiu uma carreira voltada à nutrologia e à medicina esportiva.
Ele era conhecido por promover a saúde por meio da longevidade, emagrecimento e hipertrofia, além de compartilhar nas redes sociais a rotina de treinos, atendimentos e mensagens motivacionais.
O médico era descrito por amigos e pacientes como alegre, dedicado e atencioso. A advogada Ana Paula Reiter, que também foi paciente e amiga próxima, destacou o carinho que ele transmitia a todos ao redor.
— Ele era muito alegre, sempre sorrindo, alto astral, atencioso, amoroso. Os pacientes o consideravam da família. Ele deixará muita saudade — contou ao g1 SC na época.
A amiga relembrou um dos últimos momentos com o médico, durante o aniversário dele no fim do ano passado. — Ele estava alegre, fizemos um bingo como brincadeira no aniversário dele. Enfim, boas lembranças, mas estamos sem chão — disse.



Morte e investigação
Alisson foi encontrado sem vida no apartamento onde morava, no bairro das Nações, em 4 de março. Segundo relatos, o companheiro dele, Emerson Veloso, acordou e percebeu que o médico não apresentava sinais vitais. A Polícia Militar foi acionada e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para análise.
O médico estava noivo e planejava oficializar a união com o companheiro no mês seguinte à morte. — Ele conheceu Emerson quando veio para Santa Catarina. Eles estavam noivos, iam casar em abril, mês de aniversário do Emerson — contou a amiga, Ana Paula.
Comoção nas redes e despedida
A morte precoce do médico causou forte comoção em Indaial e nas redes sociais, onde Alisson acumulava centenas de seguidores. Mensagens de luto e homenagens foram compartilhadas por pacientes, amigos e colegas de profissão.
“Queria que todo mundo pudesse ter tido um Alisson na vida. Você é um ser de luz”, escreveu uma amiga. Outro ex-colega relembrou a trajetória do médico desde a faculdade: “Vou sempre lembrar do primeiro dia de aula, da sua alegria de estar realizando o sonho de ser médico”.
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