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Separadas ao nascer, irmãs se reencontram décadas depois graças ao TikTok

Comentário inesperado em um vídeo levou ao reencontro de duas irmãs biológicas adotadas em continentes distintos
28/12/2025 - 15:00

O que começou como um relato pessoal no TikTok acabou reunindo duas irmãs biológicas separadas ainda recém-nascidas. Adotadas em países diferentes após nascerem em Bogotá, na Colômbia, elas se reencontraram décadas depois graças à viralização de vídeos na rede social. As informações são do O Globo.

Uma das irmãs é Rachel, que cresceu nos Estados Unidos com a família adotiva. Na adolescência, a curiosidade sobre sua origem biológica aumentou e ela decidiu procurar informações no orfanato onde viveu nos primeiros dias de vida. A intenção era tentar encontrar a mãe biológica.

— Naquela época, eu estava longe de imaginar que tinha uma irmã biológica do outro lado do mundo, que também havia sido adotada — relatou Rachel em seu perfil no TikTok.

A busca levou Rachel até a mãe biológica, localizada por meio de registros de um centro de saúde na Colômbia. A partir daí, mãe e filha passaram a trocar cartas, depois videochamadas, construindo e mantendo um vínculo à distância.

A história foi então compartilhada nas redes sociais e rapidamente alcançou milhões de pessoas. Em meio às reações ao conteúdo, surgiu um comentário inesperado em um dos vídeos. “Fui adotada na Colômbia em 2000 e tenho uma irmã que também foi adotada em 1998. Tenho uma meia-irmã na Colômbia. Você nasceu em 1998?”, escreveu um usuário identificado como colombianen8.

Inicialmente, Rachel desconfiou que pudesse se tratar de um trote. A suspeita diminuiu quando a pessoa citou o nome de sua mãe biológica: Mariana. Mesmo assim, a cautela permaneceu, inclusive dentro da família. O pai adotivo de Rachel chegou a alertá-la.

— Eu vi a foto do perfil dela e ela se parecia muito comigo, mas meu pai me disse: “Inteligência artificial existe, temos que ter cuidado” — contou.

As duas passaram então a conversar pela plataforma para checar as informações. Com o avanço das mensagens, as coincidências se multiplicaram. Elas compararam os nomes de batismo e descobriram que os sobrenomes eram os mesmos. Na Colômbia, Rachel era chamada de Karen Paula. Já a outra mulher, que vivia na Suécia, se chamava Silvia.

Outros detalhes reforçaram a confirmação.

— Ela me mostrou uma foto dela quando bebê. Quando você é adotado, você tem documentos e há uma pequena foto em preto e branco da sua mãe biológica… Nós duas temos a mesma foto — relatou Rachel.

Com a certeza de que havia encontrado a irmã, Rachel decidiu viajar à Suécia para conhecê-la pessoalmente. O encontro confirmou não apenas a semelhança física, mas também a conexão entre as duas.

Hoje, as irmãs mantêm contato quase diário, se consideram melhores amigas e fazem questão de se ver nos aniversários uma da outra. Até 2026, elas esperam continuar superando a distância e planejam viajar juntas para a Colômbia para conhecer a mãe biológica, com quem já mantêm contato.

*Sob supervisão de Nicoly Carla

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