Criatura entre as mais venenosas do mar é encontrada em concha na praia; VÍDEO
Uma ida à praia se transformou em um encontro inesperado com uma das criaturas mais venenosas do mar. Beckylee Rawls, de 29 anos, não imaginava o risco ao pegar uma concha aparentemente inofensiva durante um passeio. O episódio viralizou após ela compartilhar a experiência nas redes sociais. As informações são da revista Marie Claire.
Encontro perigoso com uma das criaturas mais venenosas do mar
No vídeo que ultrapassou 35 milhões de visualizações, Beckylee está em Okinawa, no Japão. Ela mostra uma concha colorida e comenta:
— Ela ainda não sabe, mas está prestes a pegar a concha mais mortal do mundo, que pode levar à paralisia total em minutos — relatou a mulher.
Inicialmente encantada com a aparência marmorizada do búzio, a norte-americana percebeu que havia um caramujo dentro e decidiu devolvê-lo à água.
Após chegar em casa, ela pesquisou sobre o animal e descobriu o perigo real.
— Eu dei um Google e descobri quão grande foi o erro que eu cometi. Eu estava brincando com a criatura mais venenosa do mar, que pode causar uma paralisia ou até mesmo uma fatalidade — contou Beckylee, aliviada por não ter sofrido nenhum dano.
O caramujo-cone e o veneno mortal
O caramujo-cone, do gênero Conus, é conhecido pelo veneno potente, capaz de matar até 700 pessoas, segundo alguns estudos.
— As espécies perigosas estão localizadas principalmente na região do Indo-Pacífico — explicou o biólogo e educador marinho Thiago Elias da Silva, professor doutor da Fundação Educacional de Fernandópolis.
Segundo o especialista, o perigo está na estrutura bucal do molusco.
— Todos os caramujos têm rádula, que funciona como uma lixa para raspar alimentos. Mas o Conus tem uma rádula altamente modificada em formato de arpão, perfurado como uma seringa, usado para inocular veneno neurotóxico — detalha Thiago.
Ele ressalta que não existe antídoto e que a toxina pode levar à parada cardiorrespiratória, atingindo a musculatura do diafragma. O professor alerta sobre os riscos:
— Às vezes, a pessoa pega achando que é apenas uma concha bonita, mas no Brasil mesmo já houve casos leves e em outros países acidentes mais graves com o Conus — ressalta o biólogo.

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