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Sem decreto, pescadores observam tainhas no mar com barcos na areia e redes guardadas

Pescadores se mobilizaram na manhã desta quinta na Assembleia Legislativa (Alesc), em Florianópolis
11/06/2026 - 11:33 - Atualizada em: 11/06/2026 - 11:34
Para aqueles que dependem da pesca, a situação é desesperadora (Foto: Arquivo Pessoal)

A pesca da tainha por arrasto de praia segue proibida, sem decreto que aumente a ampliação em Santa Catarina. Enquanto isso, pescadores continuam mobilizados em praias.

Vídeos divulgados por moradores de Florianópolis revelam a quantidade de tainhas presentes no mar. “É de partir o coração” desabafou um pescador.

Nas redes sociais, aqueles que dependem da pesca, relatam que a situação é “desesperadora”. “Os peixes todos prontos para o lance… é de chorar, que situação triste” relatou uma pescadora.

Pescadores observam tainhas no mar

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O vídeo em questão foi gravado na Praia de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, nesta quinta-feira (11).

Manifestação dos pescadores

Pescadores se mobilizaram na manhã desta quinta na Assembleia Legislativa (Alesc), em Florianópolis.

“A tainha não chega ao mesmo tempo em todo o litoral. Justiça e igualdade para todos os ranchos” pedem os pescadores.

Os pescadores alegam que, ao mesmo tempo que regiões conseguiram capturar toneladas da espécie, outras ainda nem receberam o animal nesta temporada.

Fim da safra da tainha

A safra da tainha por arrasto de praia foi encerrada pelo governo federal, no domingo (7). A decisão causou revolta entre os pescadores de Florianópolis.

Em nota, o governo federal anunciou que os pescadores já capturaram 90% da cota prevista para safra da tainha de 2026 — de 1332 toneladas.

No entanto, o encerramento da safra da tainha causou revolta entre os pescadores, que classificaram a decisão como precoce.

Por que existe a cota da tainha?

A cota da tainha existe para garantir a proteção da espécie e evitar que as tainhas sejam extintas, de acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura.

Um ponto que chama a atenção e gera queixas de pescadores é que, no caso da pesca de arrasto de praia, a cota é válida exclusivamente para Santa Catarina.

O motivo, segundo o Governo Federal, é que em Santa Catarina a prática é considerada uma tradição cultural sendo, portanto, a mais adotada.

Confira a nota do governo na íntegra

“O Governo Federal, por meio do Ministrério da Pesca e Aquicultura, informa sobre a ampliação da cota da tainha no arrasto de praia para os pescadores artesanais da região Norte de Santa Catarina, garantindo que todos possam ser beneficiados durante a safra de 2026. Baseada na avaliação mais recente do estoque da espécie, a medida equilibra o acesso à pesca com a conservação da tainha para as próximas safras.Mas atenção: a pesca só estará liberada depois de publicação de portaria conjunta do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Até a publicação, a pesca segue suspensa. A medida reafirma o compromisso do Governo Federal com a pesca artesanal brasileira, sempre com participação social, transparência e base técnica.“

*Sob supervisão de Vitória Hasckel

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