SC celebra o Dia do Tropeirismo e relembra sua importância histórica
O Dia do Tropeirismo em Santa Catarina, é comemorado neste sábado (26), em homenagem a uma atividade comercial fundamental no Brasil colonial. Os tropeiros, responsáveis por conduzir tropas de animais, transportavam mercadorias, gado e pessoas por longas distâncias, conectando diversas regiões do país. O tropeirismo, surgido no século XVII, alcançou grande relevância no século XVIII, impactando a economia e a cultura brasileiras.
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Cidades catarinenses, como Rancho Queimado, São Pedro de Alcântara e Angelina, foram importantes pontos de passagem das tropas. Com o avanço das tecnologias, como o automóvel, as antigas rotas dos tropeiros foram substituídas por estradas e rodovias, alterando a dinâmica econômica da região. **A BR-282, por exemplo, que hoje liga o litoral à serra, já integrou os caminhos dos tropeiros.
Em Rancho Queimado, o Monumento ao Tropeiro, esculpido por Plínio Verani, celebra esses viajantes que ali paravam para descansar, alimentar-se e negociar mercadorias. O historiador Cláudio Silveira destaca a influência cultural do tropeirismo, que incorporou hábitos e tradições locais.
Veja imagens da celebração do Dia do Tropeirismo em Lages




— O tropeirismo tem algo muito especial pela cultura que ele promoveu, desde a culinária, os hábitos, as falas, isso foi se incorporando nos lugares onde eles iam passando. Era um transcurso de mais ou menos mil quilômetros, desde Viamão, no Rio Grande do Sul, até Sorocaba, em São Paulo — explica Silveira, ressaltando as mudanças trazidas pelo constante fluxo de tropeiros.
Tropeirismo em SC
Curitibanos também foi significativamente impactada pelo tropeirismo, especialmente no século XIX, quando a rota dos tropeiros se dirigiu ao litoral catarinense. Nessa época, cidades como Taquaras, Rancho Queimado, Angelina e São Pedro de Alcântara presenciaram o movimento incessante das tropas.
As tropas se dividiam em dois tipos: de gado ou moares, e de cargueiros transportando materiais da serra para o litoral, retornando com sal. Cada tropeiro desempenhava funções específicas, desde o chefe da tropa até o madrinheiro, que liderava a tropa com a égua madrinha equipada com cinceiro.
O legado cultural dos tropeiros é visível na culinária local, com pratos como arroz carreteiro, charque e feijão tropeiro, ainda apreciados hoje. O Dia do Tropeirismo não só celebra esse importante capítulo da história catarinense, mas também preserva a memória e a influência dos tropeiros na região.
*Sob supervisão de Raquel Vieira
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