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Rituais, perseguições e cobranças a funcionários: entenda as polêmicas envolvendo a Cacau Show

Entre os relatos, estão casos de assédio moral, homofobia e gordofobia
02/06/2025 - 09:07 - Atualizada em: 02/06/2025 - 09:07
Franquia Cacau Show- Foto Divulgação

A rede de lojas de chocolate Cacau Show está no centro de uma polêmica envolvendo denúncias feitas por ex-funcionários e franqueados. Os relatos incluem perseguições, ameaças, cobranças indevidas e até a realização de rituais dentro da empresa. As acusações vêm sendo divulgadas por meio de um perfil criado para reunir queixas de ex-colaboradores.

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De acordo com o portal Metrópoles, funcionários da sede da Cacau Show afirmam que o próprio fundador e CEO da marca, Alexandre Tadeu da Costa, conhecido como Alê Costa, promove rituais em uma sala escura, iluminada por velas. Nessas ocasiões, os participantes deveriam estar vestidos de branco e sem sapatos. Os encontros, segundo os relatos, envolvem cânticos e palavras repetidas pelo executivo.

Empresa nega acusações

As denúncias também foram encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre os relatos, estão casos de assédio moral, homofobia, gordofobia, e retaliações contra franqueados e funcionários que deixaram a empresa.

Em nota, a Cacau Show afirmou que “não reconhece as alegações apresentadas pelo perfil Doce Amargura em redes sociais” e que “é uma marca construída com base na confiança mútua, no respeito e na conexão genuína com os franqueados”.

Reclamações dos franqueados

Franqueados ouvidos pela Folha de S. Paulo relataram dificuldades com cobranças de taxas não previstas em contrato, acúmulo de dívidas e receio de represálias por parte da franqueadora.

Náira Alvim Passionoto, ex-franqueada em Rancharia (SP) e diretora da Associação União de Franqueados, diz ter ficado um ano sem receber produtos após recusar o pagamento da chamada “taxa do cacau”. Mesmo sem os itens, afirma que continuou sendo cobrada por royalties sobre o estoque e por taxas de publicidade.

Náira é autora da trilogia “A Doce Amargura – Um Caso de Fracasso Muito Bem-sucedido”, em que narra sua experiência como franqueada, sem mencionar diretamente o nome da Cacau Show. Os livros surgiram, segundo ela, como uma forma de lidar emocionalmente com os problemas enfrentados.

Os pontos frequentes alvos frequentes de críticas por parte dos franqueados são a taxa do cacau e a taxa de mídia. A primeira começou a ser aplicada em 2024, após a disparada no preço da matéria-prima. Segundo a associação de franqueados, a cobrança é unilateral e não consta no contrato.

O que diz a Cacau Show

A empresa, por outro lado, nega a existência de uma taxa extra. “Não há cobrança dessa taxa. O que houve foi uma elevação no preço dos produtos por parte da indústria, motivada pelo aumento abrupto do valor da tonelada do cacau”, diz em nota.

Outro ponto de insatisfação envolve o sistema automatizado de encomendas. De acordo com os franqueados, o sistema envia produtos mesmo sem solicitação, muitas vezes com prazo de validade inferior a 30 dias. Segundo eles, não há opção de recusa. A Cacau Show afirma que o objetivo é manter a padronização nas lojas e que, nesses casos, a recusa do recebimento não é permitida. No entanto, diz adotar uma política para devolução de produtos com validade curta.

*Com informações de Metrópoles, Terra e Folha de S. Paulo.

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