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Quem á brasileira “bonita demais” que perdeu cargo de freira no Vaticano

Após sua saída, mais onze freiras abandonaram o convento em apoio à brasileira
12/05/2025 - 16:18 - Atualizada em: 12/05/2025 - 16:18
A freira brasileira Aline Pereira Ghammachi perdeu seu posto entre a morte do Papa Francisco e a eleição de Leão XIV, no Vaticano (Foto: Vatican News, Reprodução)

A freira brasileira Aline Pereira Ghammachi perdeu seu posto entre a morte do Papa Francisco e a eleição de Leão XIV, no Vaticano. Após sua saída, mais onze freiras abandonaram o convento em apoio à brasileira. As informações são da Folha de São Paulo.

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A amapaense atuava como madre-abadessa do Mosteiro San Giacomo di Veglia, localizado nos arredores de Veneza. Ela foi escolhida para comandar o mosteiro em fevereiro de 2018, aos 33 anos, sendo a madre-abadessa mais jovem da Itália naquele momento.

Desde que Aline assumiu o comando, o convento passou a prestar apoio a mulheres vítimas de violência e a pessoas com autismo. A comunidade contava com pouco mais de 20 religiosas.

Entretanto, em 2023, Aline foi alvo de uma denúncia anônima enviada ao Papa Francisco. Na carta, a freira era acusava de maltratar e manipular outras religiosas, além de esconder o orçamento do mosteiro. As acusações resultaram em uma investigação por parte do Vaticano.

Segundo Aline, o processo foi aberto a pedido do frei Mauro Giuseppe Lepori, superior da ordem religiosa que administra o mosteiro e ex-colega da freira. No ano seguinte, em 2024, a freira descobriu que perderia seu cargo para uma nova superiora, de 81 anos.

— Ele dizia que eu era bonita demais para ser abadessa, ou mesmo para ser freira. Falava em tom de piada, rindo, mas me expôs ao ridículo — afirmou Aline.

Afastada do mosteiro, Aline afirma que foi vítima de uma decisão injusta, motivada por sexismo e machismo. Apesar da situação, ela não desistiu da sua missão, e, junto de outras 11 religiosas, foi acolhida em uma vila onde pretende continuar o trabalho social.

— Infelizmente, vai haver uma ruptura. Nós vamos ter que pedir a dispensa de votos, que é uma obrigação canônica, mas queremos continuar nossa vida de trabalho e de oração. Nós amamos a Igreja. Vamos começar do zero. Mas com uma visão de futuro, de talvez começar de novo, em outra congregação — destacou.

*Sob supervisão de Raquel Vieira

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