Professores do IFSC são condenados por assédio sexual contra alunas menores
Dois professores do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em Criciúma foram condenados por assédio sexual contra alunas, que eram menores de idade na época dos crimes. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que aplicou penas de quatro e seis anos de prisão aos acusados, além da perda do cargo público.
O caso começou após denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), que ouviu testemunhas e vítimas. Em seguida, a Polícia Federal deu continuidade às apurações, com análise de dados telemáticos e interrogatórios dos acusados.
As provas reunidas confirmaram a prática de assédio sexual dentro do ambiente escolar.
Decisão da Justiça
Ao condenar os professores, foi destacado a gravidade dos crimes e a necessidade de punição rigorosa. Além da prisão, os professores perderam definitivamente o cargo público, medida que impede os condenados de voltarem a ocupar funções de confiança ou trabalhar em contato direto com estudantes e outros públicos.
Assédio sexual é crime
O assédio sexual pode assumir diversas formas, desde comentários, piadas ou insinuações ofensivas até toques indesejados, ameaças e agressões físicas. Essas práticas não apenas afetam o bem-estar emocional e psicológico das vítimas, mas também comprometem o ambiente como um todo, prejudicando a segurança.
O que diz o IFSC
O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) tomou ciência dos fatos em 2020, por meio de denúncia, e imediatamente tomou as medidas cabíveis, instaurando processo administrativo disciplinar. A comissão apurou os fatos, dando o direito à ampla defesa e contraditório, e concluiu pela pena máxima, de demissão, em 2022.
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