Pesquisadora lança teste online gratuito sobre sexualidade; veja como participar
A pesquisa “Avaliação de Estratégias Compensatórias nas Queixas de Disfunções Sexuais” oferece um teste online e gratuito para maiores de 18 anos a respeito da sexualidade. A ação é desenvolvida como parte das pesquisas da psicóloga, mestre e doutoranda pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Graziele Zwielewski.
Interessados podem participar acessando ao link. Não é necessário informar o nome e é possível utilizar um e-mail criado exclusivamente para esse fim. Ao preencher o formulário, o participante contribui com o estudo e recebe, em até 24 horas, um relatório automatizado, sem interferência humana e com total sigilo.
De acordo com a pesquisadora, a ação é uma alternativa as queixas sexuais de cerca de 50% da população brasileira. Compreendendo ainda que a sexualidade é uma parte essencial da saúde e do bem-estar. Por isso, um teste de sexualidade é um instrumento psicológico para autoconhecimento, identificação de possíveis dificuldades e orientação de decisões. A psicóloga alerta ainda:
— Existem testezinhos de revista que podem reforçar mitos, preconceitos ou informações equivocadas. Por isso, é fundamental escolher testes sérios, com evidência científica e validade psicométrica comprovada.
Os benefícios do teste
Entre os principais benefícios de realizar esse tipo de avaliação estão o diagnóstico de questões que podem impactar o prazer, a autoestima e os relacionamentos. Além de ajudar a reduzir sentimentos de culpa ou vergonha, promovendo aceitação e compreensão.
Segundo a especialista, é comum que as pessoas sintam medo ou constrangimento ao explorar sua sexualidade:
— A sociedade cria tabus: para mulheres, ela é associada à promiscuidade; para homens, à necessidade de potência e controle. Esses estigmas geram culpa e bloqueiam o autoconhecimento.
A ferramenta, por outro lado, oferece um espaço seguro para refletir sobre identidade, orientação sexual e padrões emocionais. A sexualidade é parte da saúde, conforme a própria Organização Mundial da Saúde. Cuidar dela é tão legítimo quanto cuidar da saúde física ou mental, completa a profissional.
Leia mais
Projeto oferece yoga e atividades gratuitas para sobreviventes de câncer de mama