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Pais denunciam precariedade em escola que já foi modelo em Florianópolis: “Insustentável”

Problemas estruturais afetam diretamente a rotina dos alunos
25/09/2025 - 07:38 - Atualizada em: 25/09/2025 - 15:49
Segundo os pais, desde 2019 a escola havia consolidado um modelo de educação integral reconhecido por diversos projetos — (Foto: Reprodução)

A Escola Básica Municipal Costa da Lagoa, em Florianópolis, enfrenta dificuldades estruturais que afetam diretamente a rotina de alunos. Entre os principais problemas estão a rede elétrica precária, salas pequenas e inadequadas, banheiros em condições ruins e a falta de manutenção em equipamentos e espaços. A prefeitura diz que a Secretaria de Educação tem feito a manutenção necessária no local.

A situação ganhou destaque na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (22), quando a vereadora Carla Ayres (PT) apresentou requerimento solicitando providências urgentes da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação (SME).

Perda de projetos e rotina prejudicada

Segundo os pais, em 2019 a escola havia consolidado um modelo de educação integral reconhecido por projetos como o Boi de Mamão, a Mostra de Cinema e a Horta Escolar, iniciativas que chegaram a render o Troféu Açorianidade em 2025, concedido pela UFSC.

Mas, após a implementação da Portaria 222/2025, a comunidade avalia que a autonomia pedagógica foi comprometida e o projeto educativo desfeito.

— A biblioteca virou depósito, a sala de informática foi desmontada, e crianças do quarto ano estudam em um ambiente escuro e barulhento. É insustentável — relatam famílias ligadas ao Comitê de Famílias pela Educação Pública, que reúne mais de 600 responsáveis de diferentes escolas municipais.

Situação da escola

Estrutura precária

De acordo com a comunidade escolar, além da sobrecarga de alunos em salas pequenas, há apenas quatro vasos sanitários disponíveis para todo o Ensino Fundamental, professores e colaboradores. O banheiro adaptado, que deveria atender estudantes com deficiência, virou depósito.

— Meu filho de 9 anos chegou a chorar para ir à escola. Muitas crianças relataram cansaço e desestímulo com a nova rotina — contou Rachel Pantalena.

Fotos enviadas ao Ministério Público

A comunidade afirma que já acionou a Ouvidoria da Prefeitura, vereadores e o Ministério Público, que abriu dois procedimentos para investigar o caso.

A SME alega que houve “processo contínuo de escuta e alinhamento desde janeiro de 2025”, mas pais e servidores contestam. “Janeiro é período de férias escolares, não houve diálogo. As respostas só vêm depois de muita pressão, e mesmo assim sem prazos ou garantias”, criticam.

O que pedem as famílias

O que diz a Secretaria Municipal de Educação

A unidade opera em conformidade com os parâmetros estabelecidos para a capacidade máxima de estudantes por sala de aula. No que tange às manutenções prediais, a Secretaria tem executado intervenções conforme as demandas registradas. Quanto ao sistema elétrico, a equipe técnica encontra-se em fase de elaboração de um projeto de ampliação da entrada de energia, visando atender às necessidades operacionais da unidade.

Ministério Público irá apurar denúncia

Em entrevista exclusiva a equipe de reportagem da CBN Floripa, o Ministério Público confirmou o recebimento da reclamação e informou que uma reunião será agendada em breve com a comunidade escolar para abordar essa demanda.

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