Vereador é preso em operação contra tráfico de drogas em SC e outros três Estados
Um vereador da Bahia foi preso nesta quarta-feira (24), apontado como administrador de um posto de combustíveis usado para lavar dinheiro. A prisão ocorreu durante a Operação Anátema, que investiga uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.
A ação também teve desdobramentos em Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná, reforçando o tamanho do esquema que, segundo a polícia, movimentou mais de R$ 4,3 bilhões. As informações são do g1.
Operação cumpriu mandados em Santa Catarina
Ao todo, mais de 170 agentes participaram da operação. Em Santa Catarina, mandados foram cumpridos em cidades ainda não detalhadas pelas autoridades. O objetivo foi localizar documentos, valores e possíveis bens usados para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas.
O político preso foi identificado como Ailton Leal (PT), vereador de Santo Estevão, no interior baiano. Segundo as investigações, ele administrava um posto de combustíveis utilizado para lavar dinheiro do grupo.
O estabelecimento foi fechado e multado, e cerca de R$ 18 mil em espécie, além de cheques e contratos, foram apreendidos no local.
Em outro município baiano, Jaguarari, um imóvel ligado a outro vereador foi alvo de busca e apreensão, onde foram recolhidos celulares e documentos.
Esquema bilionário e prisões
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, a organização utilizava empresas de fachada e contas de terceiros para movimentar os recursos ilícitos. As investigações também apontaram conexões internacionais.
Até agora, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e registradas três prisões em flagrante. As equipes também apreenderam cinco armas de fogo, uma arma artesanal, 10 carros, duas motocicletas, mais de R$ 20 mil em espécie, além de joias, eletrônicos e documentos. O material segue em contagem pela polícia.
A operação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) da Bahia, com apoio de unidades especializadas e de órgãos como a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
As Câmaras de Vereadores de Santo Estevão e Jaguarari afirmaram que ainda não têm informações detalhadas sobre o caso.
O Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual o vereador preso é filiado, não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
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