Ônibus enfileirados no acesso ao terminal resgatam assunto mal resolvido em Joinville
As fortes chuvas que atingiram Joinville no final da tarde de segunda-feira (29) trouxeram de volta um cenário que o morador conhece bem, mas que não pode aceitar como normal. O temporal reacende o debate sobre as obras inacabadas que deveriam resolver os alagamentos no Centro.
É fato, Joinville está ao nível do mar e o volume de 72 milímetros em apenas duas horas é expressivo. Esses elementos geográficos e climáticos são reais e precisam ser considerados. No entanto, eles não podem servir de desculpa para a paralisia na infraestrutura.
A vulnerabilidade do Terminal Central é o ponto mais crítico dessa logística. O local é o coração do transporte coletivo da cidade, e quando alaga, a cidade trava. Quem mais sofre é a população que depende do ônibus e fica à mercê do caos urbano.
A solução exige decisão administrativa. É preciso que a prefeitura, com base na avaliação técnica, defina e tome medidas sobre o destino das obras do Rio Mathias. E se a decisão extrapola a esfera de gestão, que sejam chamados à mesma mesa os órgãos competentes, inclusive jurídicos.
Somado a isso, o estudo sobre outras alternativas, como a dragagem do Rio Cachoeira, é muito bem-vindo. O que não é aceitável é a letargia diante de um problema histórico. Desistir não pode ser uma opção para uma cidade que projeta e tem a certeza de crescimento.