Buscas por oceanógrafo em Florianópolis começam 10 dias depois do sumiço; entenda
O oceanógrafo Charles Gorri, de 57 anos, está desaparecido há dez dias em Florianópolis. Ele foi visto pela última vez em 7 de outubro, na região do Rio Tavares, no Sul da Ilha. Desde então, as buscas oficiais não haviam começado, e o Corpo de Bombeiros justificou o atraso afirmando que “havia recebido algumas informações divergentes”.
Amigos e familiares do oceanógrafo passaram os últimos dias percorrendo trilhas e utilizando drones na tentativa de encontrá-lo.
Entretanto, nesta sexta-feira (17), o Corpo de Bombeiros confirmou o início oficial das buscas por Charles. Segundo a corporação, o atraso ocorreu devido a informações desencontradas sobre o paradeiro do oceanógrafo.
“Havíamos recebido algumas informações divergentes. Por conta disso, realizamos um alinhamento junto à Polícia Civil a fim de mapear melhor a região do desaparecimento. No momento, estamos mobilizando nossa equipe de busca e resgate para dar início às buscas na região Sul”, informou a corporação.
Divergência de informações
Antes da mobilização oficial, a Polícia Civil havia registrado o desaparecimento no dia 10 de outubro e informado que a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) vinha realizando diligências e analisando câmeras de segurança.
Uma reunião entre as forças de segurança foi realizada na quarta-feira (15) para alinhar as informações e definir o ponto de partida das buscas. Até então, nenhuma operação havia sido iniciada oficialmente.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o caso apresentou relatos contraditórios, o que dificultou as buscas iniciais. “A divergência de informações ocorreu porque diferentes pessoas relataram ter visto o indivíduo em distintas regiões da Ilha, algumas ao Norte e outras ao Sul. Foram mencionadas localidades como Rio Tavares, Rio Vermelho e o Sul da Ilha”, informou a guarnição em nota.
“Diante desses relatos, foi necessário realizar um trabalho de verificação, com análise de imagens e oitiva de testemunhas. Com base nas informações levantadas, as buscas estão sendo concentradas na região Sul da Ilha, que, até o momento, é considerada a área com maior probabilidade de localização”, declarou o Corpo de Bombeiros.
Quem é o oceanógrafo desaparecido em Florianópolis
Natural de Detroit, nos Estados Unidos, mas radicado no Brasil desde a infância, Charles fala português fluentemente e é uma figura querida entre os moradores locais.
Segundo familiares, quando desapareceu, ele usava uma jaqueta cinza impermeável, calça cinza-escuro, blusa xadrez vermelha e preta, bota verde e carregava uma mochila cinza com capa de chuva marrom.
O último sinal do celular do guia foi registrado na Servidão Quadros, no Rio Tavares. Familiares foram até o local, mas, desde então, não houve mais contato nem sinal do aparelho.
Charles Gorri também não retornou à casa da irmã, na Armação, onde ficaria hospedado, o que aumentou a preocupação da família.
Nas redes sociais, amigos deixam mensagens de esperança. “Vai dar tudo certo, o Charles é patrimônio cultural do Sul da Ilha, tomara que esteja tudo certo”, escreveu um.
“Vamos encontrar o nosso querido amigo Charles”, disse outro. “Torcendo muito para que o Charlão esteja bem!”, acrescentou uma terceira pessoa.



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