Novo tratamento brasileiro para hanseníase pode acelerar a eliminação da doença
Um pesquisa desenvolvida em Ribeirão Preto, São Paulo, pode substituir o atual tratamento de Hanseníase por uma composição de medicamentos mais eficazes. O estudo foi publicado na Revista Brasileira de Doenças Infecciosas na última semana e propõem resultados mais rápidos e eficazes, inclusive na reversão de danos neurológicos
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O estudo propõe uma combinação de antibióticos para combater a doença. O que pode significar uma mudança expressiva no tratamento das pessoas com Hanseníase, doença que conta com números elevados no Brasil.
O país é líder no ranking mundial de taxa de detecção, abaixo apenas da Índia.
Como funciona o tratamento
Mesmo sendo tratável e curável, a doença enfrenta obstáculos como o estigma, principalmente por conta do tratamento com poliquimioterapia (PQT), padrão desde os anos 1980.
A nova proposta combina quatro antibióticos rifampicina, moxifloxacino, claritromicina e minociclina, promovendo uma função mais rápida da recuperação dos nervos, reduzindo as chances de incapacidades físicas permanentes.
O estudo foi conduzido pelo presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), em parceria com pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Durante 2015 e 2023, foram acompanhados 66 pacientes e já no terceiro mês, os pacientes apresentaram melhora significativa como recuperação da sensibilidade nas mãos e pés.
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