Morte de cão comunitário em praia pacata provoca protestos e ganha comoção nacional
A morte violenta do cão comunitário Orelha na quinta-feira (15) na praia Brava, em Florianópolis, segue provocando manifestações e ganhando repercussão na internet. O caso tem chocado pessoas de todo o país e levantado questionamentos sobre cuidados com os animais.
Moradores, ativistas pelos direitos dos animais e catarinenses comovidos com a história se reuniram na manhã deste sábado (24) em uma manifestação no local onde o animal vivia há mais de uma década. O ato pedia por justiça e uma legislação mais rígida. Essa é a segunda manifestação no local.
Como foi a manifestação










O que se sabe até agora sobre o caso
O delegado-geral de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, se manifestou sobre a morte do cão comunitário declarando que os principais suspeitos seriam adolescentes.
Uma moradoras da região chegou a postar nas redes sociais que o ato de agressão teria sido filmado por um vigia local, mas que ao divulgar as informações teria sido ameaçado pelos pais dos suspeitos.
Em nota divulgada no dia 17 de janeiro, a Polícia Civil declarou investigar o caso e a suposta coação da testemunha.
Outro cachorro, um Caramelo, também teria sido vítima de afogamento pelo mesmo grupo de suspeitos. O animal sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina.
Quem era orelha
Orelha, também conhecido como Preto, morava há mais de dez anos na região e era cuidado por moradores diariamente. Em nota, a associação do local declarou que Orelha era considerado um “símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem”.
O animal foi encontrado com sinais de violência no dia 15 de janeiro, ele foi levado ao veterinário, mas estava gravemente ferido e precisou passar por eutanásia.
O que disse a Associação da Praia Brava
“A Associação Praia Brava (APBrava) manifesta solidariedade diante da morte do cão comunitário Orelha, figura conhecida e querida por moradores e frequentadores da Praia Brava.
Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém afetivo, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que ali vivem.
A Associação lamenta profundamente a perda e se solidariza com todos que se sentem entristecidos por esse episódio, reconhecendo a comoção e o sentimento coletivo que a situação desperta.
Ao mesmo tempo, a entidade esclarece que as circunstâncias do ocorrido estão sendo apuradas pelas autoridades competentes e que o devido processo legal deve ser respeitado, evitando conclusões precipitadas ou exposições indevidas.
A Associação Praia Brava reafirma seu compromisso com a convivência harmoniosa, com o respeito à vida e com a confiança nas instituições públicas para o correto esclarecimento dos fatos.
Daniel Araújo
Presidente da APBrava”