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Moradores denunciam superlotação nos barcos de cartão-postal de Florianópolis

Para muitos, o transporte marítimo é o único meio de acesso à Costa da Lagoa
11/12/2025 - 11:46 - Atualizada em: 11/12/2025 - 11:46
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Moradores relatam não conseguir comparecer em compromissos diários (Foto: PMF, Divulgação)

Moradores da Costa da Lagoa, em Florianópolis, relatam que a superlotação e a falta de horários adequados nos barcos que fazem a travessia com a Lagoa da Conceição têm gerado transtornos diários antes mesmo do início da temporada de verão. Para muitos, o transporte marítimo é o único meio de acesso à comunidade.

Segundo os relatos, compartilhados no Bom Dia SC, é comum que embarcações passem lotadas nos horários de pico, impossibilitando o embarque de moradores. A situação, afirmam, se agravou nos fins de semana e deve piorar nos próximos meses com o aumento do fluxo de turistas.

Transporte marítimo é um dos meios de acesso à comunidade

Como funciona o serviço de transporte

Nos dias úteis, saem da Lagoa da Conceição 15 barcos coletivos: três pela manhã, seis à tarde e seis à noite. No sentido Costa–Lagoa, são 12 horários. Aos fins de semana, a operação inclui 14 viagens.

Moradores cadastrados pagam R$ 3,50, já visitantes e não cadastrados, R$ 4,50. Além do transporte coletivo, há embarcações turísticas. São cinco saídas durante a semana e até 14 nos fins de semana. A passagem para turistas custa R$ 15.

A presença de visitantes impulsiona o comércio local, mas, segundo moradores, o serviço atual não dá conta da demanda crescente. A diarista Sandra Regina da Silva Thomé teme o impacto da alta temporada.

— Agora vai ser um caos. A gente faz compras no fim de semana e o barco é o único acesso. No feriado, minha filha estava com dor forte e tivemos que desembarcar porque o barco estava muito cheio — relata.

O que dizem os moradores

A fotógrafa e moradora Cristina Souza afirma que já perdeu compromissos por não conseguir embarcar nos barcos da Costa da Lagoa.

— Os barcos vão lotados. A gente tem que ir em pé e às vezes passam dois, três barcos sem conseguir pegar. As crianças não têm barco escolar e voltam com turistas às 17h. Muitas mães não conseguem trabalhar porque não chegam a tempo — diz.

Cristina também aponta dificuldades para acessar o posto de saúde da região, que funciona até as 14h. Além dela, a psicóloga Fabíola Langaro reforça que a situação é especialmente complicada aos fins de semana.

— Pra sair daqui [Costa] até é mais tranquilo, mas para voltar sempre concentra bastante gente. Para quem tem criança, seria importante mais horários — afirma.

O que dizem a Prefeitura e a empresa responsável

A prefeitura de Florianópolis informou que a frota pública conta com 27 embarcações, duas delas de lotação ampliada, para até 60 ou mais de 70 passageiros, adotadas de acordo com a demanda e respeitando a lotação máxima.

O quadro de horários é feito de acordo com a quantidade de partidas. O município disse ainda que fiscais acompanham a operação e que irregularidades podem gerar multa.

A Cooperbarco, empresa responsável pelo serviço, afirmou que os horários do coletivo, subsidiado pelo município, passam por avaliações periódicas e devem ser ampliados na alta temporada. Também reforçou que todas as embarcações operam dentro da lotação máxima permitida.

*com informações do repórter Cristiano Gomes, da NSC TV

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