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Terra terá nova lua por quase seis décadas; entenda

Um pequeno corpo celeste vem intrigando astrônomos e entusiastas do espaço
30/10/2025 - 12:27 - Atualizada em: 30/10/2025 - 12:27
Mistério no céu: Terra ganha nova “lua” por quase seis décadas. (Foto: imagem Ilustrativa/Canva/Reprodução)
Mistério no céu: Terra ganha nova “lua” por quase seis décadas. (Foto: imagem Ilustrativa/Canva/Reprodução)

Um pequeno corpo celeste vem intrigando astrônomos e entusiastas do espaço. Detectado por telescópios no Havaí, o objeto 2025 PN7 acompanha a Terra há cerca de 60 anos e deve continuar na mesma rota até, pelo menos, 2083. O movimento sincronizado com o nosso planeta faz parecer que os dois orbitam lado a lado em torno do Sol, o que despertou a curiosidade de quem acredita que ganhamos uma segunda lua.

De acordo com informações do g1, “uma lua, ou satélite natural, é um corpo celeste que se forma de maneira natural e gira em torno de um planeta”.

O exemplo mais famoso é a Lua que orbita a Terra. Mas, para ser tido como lua, um objeto precisa apenas estar em órbita ao redor de um planeta de forma estável e não ser artificial.

Nova lua? Entenda o que dizem os cientistas

De longe, o fenômeno dá a impressão de que o corpo orbita a Terra, reforçando essa sensação de uma nova lua no céu. Mas, segundo os astrônomos, a trajetória do 2025 PN7 é mais complexa do que parece.

O objeto, batizado de 2025 PN7, é classificado como um asteroide próximo da Terra — grupo que reúne mais de 30 mil corpos já identificados.

A diferença é que este se move em um caminho quase idêntico ao da Terra em torno do Sol, o que o torna especial.

— O 2025 PN7 é um asteroide pequeno, classificado como um dos chamados ‘asteroides próximos da Terra’, categoria que já soma mais de 30 mil objetos conhecidos — explica ao g1 Fernando Virgilio Roig, pesquisador e diretor substituto do Observatório Nacional (ON).

— Ele é considerado um ‘quase satélite’ ou, de forma mais popular, uma ‘quase lua’ porque não é uma lua de verdade: para isso, precisaria orbitar a Terra. No caso desse corpo, o movimento é em torno do Sol, embora sua trajetória acompanhe de perto a do nosso planeta — acrescenta Roig.

Esse tipo de comportamento é extremamente raro e já foi observado em apenas sete objetos semelhantes.

Mesmo assim, a descoberta chamou atenção nas redes sociais, com publicações afirmando que a NASA teria confirmado oficialmente uma nova lua da Terra. Até o momento, porém, a agência espacial norte-americana não se pronunciou sobre o 2025 PN7.

O que se sabe sobre o 2025 PN7

O novo visitante foi identificado pelo telescópio Pan-STARRS, instalado no alto do vulcão Haleakalā, no Havaí, um dos principais observatórios dedicados à busca de objetos próximos à Terra. Ele mede entre 20 e 40 metros de diâmetro, pequeno para padrões astronômicos, mas suficiente para ser rastreado.

O 2025 PN7 pertence a um grupo chamado Arjunas, formado por asteroides com órbitas muito semelhantes à da Terra: praticamente circulares, com leve inclinação e o mesmo tempo de rotação ao redor do Sol, cerca de um ano.

Essa coincidência permite que eles sejam temporariamente “capturados” pelo campo gravitacional do planeta, entrando em uma espécie de parceria orbital, estável, mas passageira.

Em alguns momentos, o asteroide chega a cerca de 4 milhões de quilômetros da Terra, equivalente a dez vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Em outros, se afasta até quase 18 milhões de quilômetros. Esse movimento de aproximação e afastamento acontece devido à gravidade, criando a impressão de que o corpo “segue” a Terra.

Os astrônomos chamam esse tipo de relação de “ressonância”, quando dois corpos completam a volta ao redor do Sol no mesmo tempo, criando a impressão de que um acompanha o outro.

Por que a descoberta é importante

Asteroides com esse tipo de trajetória permitem monitoramento de longo prazo, diferente da maioria dos objetos próximos à Terra, que passam rapidamente. Esses “companheiros temporários” possibilitam estudos detalhados de composição, origem e dinâmica orbital.

O 2025 PN7 também ajuda a compreender a interação gravitacional entre a Terra e os NEOs (Near-Earth Objects, ou objetos próximos da Terra), categoria que engloba asteroides cuja órbita cruza ou chega perto da nossa.

Eles são classificados em diferentes grupos:

A NASA acompanha essas órbitas para prever aproximações e riscos de impacto. Em 2022, a missão DART desviou com sucesso a trajetória de um asteroide a 11 milhões de quilômetros da Terra, uma primeira na história.

*As informações são do g1.

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