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Maior obra do país é interditada em meio a protestos na Grande Florianópolis; veja rotas

A interdição aconteceu no Km 23 do Contorno Viário, em trecho que atravessa Palhoça
09/01/2026 - 11:25 - Atualizada em: 09/01/2026 - 15:02
Trecho do Contorno de Florianópolis será bloqueado para manutenção. (Foto: Arteris Litoral Sul/Reprodução)
Trecho do Contorno de Florianópolis foi bloqueado. (Foto: Arteris Litoral Sul, Arquivo)

A maior obra terrestre do país, conhecida como o Contorno Viário da Grande Florianópolis, foi totalmente interditada nesta sexta-feira (9) por volta das 10h. O motivo? Moradores realizaram protestos na região.

A interdição aconteceu no Km 23 do Contorno Viário, em trecho que atravessa Palhoça, com início por volta das 10h20min, em ambos os sentidos da rodovia.

Por volta de 11h, uma faixa para cada sentido do Contorno Viário foi liberada. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a liberação interrompeu a formação de filas no local.

Por que o Contorno Viário foi bloqueado?

Segundo informações da NSC TV, a empresa responsável pela manutenção do Contorno Viário não teria feito o pagamento do salário de 17 profissionais, referentes aos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2025.

Os profissionais são responsáveis pela manutenção de túneis, rede elétrica e automação do Contorno Viário. Eles foram abordados por agentes da PRF, que conseguiram a liberação total da via por volta de 12h.

Contorno Viário da Grande Florianópolis

O tráfego no Contorno Viário da Grande Florianópolis foi liberado em 10 de agosto de 2024. A obra recebeu um investimento de R$ 3,9 bilhões da Arteris Litoral Sul e foi projetada para reduzir a circulação de veículos pesados na BR-101.

A rodovia, considerada a maior obra de infraestrutura da América Latina, conta com 50 quilômetros de pista dupla, seis acessos por trevos, quatro túneis duplos, 21 passagens em desnível, sete pontes duplas e 25 passagens de fauna, atravessando os municípios de Biguaçu, São José e Palhoça.

O que diz a empresa?

Em nota divulgada à reportagem da CBN Floripa, o Grupo CWFirpo afirmou que a suposta falta de pagamento não ocorreu. Inclusive, declarou que as obrigações com a empresa terceirizada foram cumpridas. Confira:

“As informações sobre a suposta falta de pagamento a esta fornecedora são inverídicas. A relação comercial entre as partes foi pautada pela lisura e pelo estrito cumprimento das obrigações, conforme detalhado abaixo:

  1. Quitação Contratual: O contrato de prestação de serviços, firmado em 05/09/2025, teve todos os seus valores e adiantamentos financeiros integralmente quitados, em conformidade com as cláusulas pactuadas.
  2. Apoio Extra-Contratual: Demonstrando boa-fé e parceria, o Grupo CWFirpo realizou, em 18/11/2025, um pagamento adicional via PIX, não previsto em contrato, atendendo a um pedido de auxílio da MCS Engenharia para o pagamento do FGTS de seus funcionários.
  3. Escopo do Contrato: O objeto do contrato previa a alocação de 11 (onze) colaboradores, e não 17 (dezessete), como equivocadamente noticiado.
  4. Rescisão por Abandono: O contrato foi formalmente rescindido por iniciativa da contratante em 05 de dezembro de 2025, em decorrência do abandono da obra pela MCS Engenharia, que, portanto, não prestou serviços até o final do referido mês.

O Grupo CWFirpo lamenta o ocorrido com os trabalhadores e reforça que todas as suas obrigações com a empresa terceirizada foram cumpridas. A responsabilidade pela gestão e pagamento dos referidos profissionais cabia exclusivamente à MCS Engenharia, sua empregadora direta.

Reiteramos nosso compromisso com a ética, a transparência e o respeito a todos os nossos parceiros e colaboradores.”

Como está o trânsito no Contorno Viário?

*Sob supervisão de Nicoly Souza

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