“Ladrão inusitado”: Sagui invade condomínio e surpreende moradores em Florianópolis; VÍDEO
Um sagui invadiu um condomínio na Rua Luiz Oscar de Carvalho, no bairro Trindade, em Florianópolis, e surpreendeu uma moradora na tarde desta terça-feira (9). Em vídeo feito pelos condôminos, o animal aparece escalando as grades do prédio e chegando até a sacada de um apartamento, onde chegou a comer uma banana deixada na fruteira.
A cena chama atenção para um fenômeno cada vez mais comum, a presença de saguis em áreas urbanas da capital.
— Foi a primeira vez que entrou um sagui no meu apartamento, teve uma outra vez que tinha um grupo mas vi a tempo e consegui fechar as janelas — disse a moradora que registrou a cena.
Momento da invasão
O que explica a presença dos saguis na cidade
Segundo o Analista Ambiental do IBAMA, Leandro Aranha, os saguis não são animais nativos de Florianópolis, mas foram introduzidos por humanos e acabaram se espalhando.
— São animais extremamente inteligentes e que se adaptam muito bem à vida periurbana. Eles andam nos fios, escalam prédios e encontram alimentos facilmente, como frutas deixadas em sacadas. Quando alguém os alimenta, eles acabam criando confiança e passam a se aproximar cada vez mais das casas — explica o especialista.
O contato direto entre saguis e humanos requer atenção





O analista alerta que o contato direto entre saguis e humanos pode oferecer riscos de zoonoses, como raiva e hepatites. Por outro lado, os primatas também são vulneráveis a doenças humanas.
— Se alguém com herpes ativa, por exemplo, morder uma fruta e oferecer a um sagui, isso pode ser fatal para todo um grupo. Então, tanto eles podem transmitir doenças para nós quanto nós para eles — disse Aranha.
Como agir em caso de invasão
De acordo com o Ibama, moradores devem evitar deixar alimentos próximos a janelas abertas, principalmente frutas, que acabam atraindo os animais.
— Caso um sagui entre em casa, o ideal é tentar espantá-lo sem violência, apenas com barulhos, como buzinas ou apitos, sempre mantendo distância. Isso costuma ser suficiente para afastá-los — orienta o analista.
A orientação é para que moradores não tentem se aproximar ou capturar os animais, já que as fêmeas, principalmente quando estão com filhotes, podem reagir de forma agressiva.
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