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Joinville vive situação de guerra na saúde; como chegamos até aqui

Região com cerca de 1,5 milhão de pessoas conta com apenas três leitos de UTI disponíveis
25/08/2025 - 11:16 - Atualizada em: 25/08/2025 - 11:16
Mapa da ocupação de leitos de UTI (adultos) em SC na manhã desta segunda-feira (25) (Foto: GOV SC)

Não foi por meios oficiais que o caos na saúde hospitalar de Joinville veio à tona. Foi por denúncia. Primeiro, nas redes sociais, e depois também por notícia de que o Hospital Regional de Joinville vive uma verdadeira situação de guerra, com leitos das unidades de terapia intensiva (UTI) lotados.

A situação motivou dois apelos da direção do hospital. O primeiro, direcionado aos médicos na última quinta-feira (21), pedindo para que os profissionais incluam no prontuário a informação sobre possibilidade de transferência do paciente, se ele estaria apto. Uma medida emergencial na busca por garantir a operação, o funcionamento do Hospital em situação de guerra, superlotado.

No mesmo dia, a direção também fez uma apelo ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para redirecionar por 24 horas, se possível, pacientes para outras unidades, considerando o cenário de superlotação.

Mas a situação não ocorre apenas no Hospital Regional. O painel da Secretaria de Saúde mostra nesta segunda-feira que as regiões Planalto Norte e Nordeste, incluindo Joinville, com cerca de 1,5 milhão de habitantes, contam com apenas três leitos de UTI disponíveis.

Como chegamos até aqui

A Secretaria de Saúde de Santa Catarina esclarece em todas as respostas que o cenário da lotação das UTI’s está relacionado ao aumento das doenças respiratórias no inverno.

E, nos mesmos comunicados, a Secretaria reforça que a vacina contra a gripe está disponível e que ela protege contra os principais vírus influenza (gripe), além de prevenir os casos graves das doenças respiratórias.

O recado é direto. Mas quando são analisados os dados de vacinação se percebe “como chegamos até aqui”. Dados de cidades mais populosas nestas regiões com superlotação mostram que a imunização alcançou praticamente metade do público alvo, com 50,85% em Joinville, 52,09% em Mafra e 51,27% em Canoinhas. Isso significa que a outra metade do público vulnerável, com chances de desenvolver casos graves, não se vacinou.

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