Idosa suspeita de envenenar nora se torna investigada pela morte da filha; entenda o caso
Elizabete Arrabaça, de 67 anos, já estava sendo investigada pela suspeita de ter matado envenenada a professora Larissa Rodrigues, de 37 anos. Na última quarta-feira (18), a polícia também passou a suspeitar da participação da idosa na morte da própria filha, Nathalia Garnica, de 42 anos.
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A Polícia Civil de Ribeirão Preto divulgou um laudo do Instituto Médico Legal (IML) que identificou a presença de chumbinho no corpo da filha de Elizabete. O veneno foi o mesmo identificado na morte de Larissa Rodrigues. Com a descoberta, a polícia passou a suspeitar da própria mãe.
Arrabaça foi presa com o filho, o médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, também suspeito pela morte de Larissa, com quem era casado.
Mortes por envenenamento
Larissa Rodrigues foi encontrada morta no dia 22 de março. O laudo toxicológico divulgado na época, revelou a presença de chumbinho no organismo da professora, levando á prisão de seu marido, o médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, e de sua sogra, Elizabete Arrabaça, em 6 de maio.
Nathalia Garnica, filha de Elizabete, foi encontrada morta um mês antes. Na época, o caso foi registrado como morte por causas naturais.
A suspeita da polícia responsável pela investigação veio após a confirmação de envenenamento no caso da Larissa. A pedido do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em Ribeirão Preto, o corpo de Nathalia foi exumado para realizar os exames.
Elizabete se defende
Em 31 de maio, uma carta escrita por Elizabete de dentro da cadeia, trazia sua versão do caso. O documento foi anexado ao inquérito policial.
No texto, a Arrabaça afirma que Larissa Rodrigues morreu após tomar um remédio que estava com veneno de rato na noite anterior à morte. Em sequência, ela afirma não saber do veneno no medicamento e acusa a filha de ter colocado a substância em cápsulas de omeprazol.
De acordo com a polícia, os laudos indicam que as substâncias químicas encontradas nos corpos são diferentes.
— O da morte da Larissa tem um princípio ativo e o da morte da Natália tem outro, então isso demonstra que ela está mentindo —, alegou o delegado Fernando Bravo.
Em nota ao Metrópoles, a defesa de Elizabete nega seu envolvimento no envenenamento da nora, assim como no de sua filha.
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