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Idosa suspeita de envenenar nora se torna investigada pela morte da filha; entenda o caso

Laudo médico apontou que ambas as vítimas morreram com chumbinho de diferentes composições
20/06/2025 - 14:27 - Atualizada em: 20/06/2025 - 14:27
Mortes ocorreram com um mês de diferença. (Foto: Reprodução/EPTV)

Elizabete Arrabaça, de 67 anos, já estava sendo investigada pela suspeita de ter matado envenenada a professora Larissa Rodrigues, de 37 anos. Na última quarta-feira (18), a polícia também passou a suspeitar da participação da idosa na morte da própria filha, Nathalia Garnica, de 42 anos.

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A Polícia Civil de Ribeirão Preto divulgou um laudo do Instituto Médico Legal (IML) que identificou a presença de chumbinho no corpo da filha de Elizabete. O veneno foi o mesmo identificado na morte de Larissa Rodrigues. Com a descoberta, a polícia passou a suspeitar da própria mãe.

Arrabaça foi presa com o filho, o médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, também suspeito pela morte de Larissa, com quem era casado.

Mortes por envenenamento

Larissa Rodrigues foi encontrada morta no dia 22 de março. O laudo toxicológico divulgado na época, revelou a presença de chumbinho no organismo da professora, levando á prisão de seu marido, o médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, e de sua sogra, Elizabete Arrabaça, em 6 de maio.

Nathalia Garnica, filha de Elizabete, foi encontrada morta um mês antes. Na época, o caso foi registrado como morte por causas naturais.

A suspeita da polícia responsável pela investigação veio após a confirmação de envenenamento no caso da Larissa. A pedido do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em Ribeirão Preto, o corpo de Nathalia foi exumado para realizar os exames.

Elizabete se defende

Em 31 de maio, uma carta escrita por Elizabete de dentro da cadeia, trazia sua versão do caso. O documento foi anexado ao inquérito policial.

No texto, a Arrabaça afirma que Larissa Rodrigues morreu após tomar um remédio que estava com veneno de rato na noite anterior à morte. Em sequência, ela afirma não saber do veneno no medicamento e acusa a filha de ter colocado a substância em cápsulas de omeprazol.

De acordo com a polícia, os laudos indicam que as substâncias químicas encontradas nos corpos são diferentes.

— O da morte da Larissa tem um princípio ativo e o da morte da Natália tem outro, então isso demonstra que ela está mentindo —, alegou o delegado Fernando Bravo.

Em nota ao Metrópoles, a defesa de Elizabete nega seu envolvimento no envenenamento da nora, assim como no de sua filha.

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